A empresa que vencer a licitação para as obras da UPGN do Comperj, pode vir, por exigência do edital elaborado pela Petrobras, a formar consórcio com uma empresa brasileira de pequeno porte. Atualmente, 21 empresas internacionais com unidades brasileiras participam da licitação ao lado de outras que não estão instaladas no Brasil.
A Petrobras confirmou à Brasil Energia Petróleo que a empresa que vencer a licitação da UPGN do Comperj não é obrigada a formar consórcio para executar os serviços, mas se optar por essa estratégia, necessariamente, deverá ter como sócia uma empresas local de menor porte.
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O processo de qualificação avaliou mais de 50 empresas e desclassificou 23 delas. Do grupo restante, 21 empresas estão estabelecidas no Brasil. Questionada, a Petrobras não informou o número exato de empresas na concorrência. Disse apenas que “são parceiros do país na geração de emprego e renda aqui dentro e passaram por avaliações internas de integridade”.
Em resposta às críticas de que estaria favorecendo grupos estrangeiros em suas licitações, a Petrobras divulgou um comunicando defendendo, em linhas gerais, que as obras serão feitas no Brasil por empresas já instaladas aqui ou que virão a se instalar, gerando empregos locais.
A empresa afirmou ainda que por mais que o debate seja bem-vindo, “argumentos simplistas sobre uma inexistente preferência por empresas estrangeiras versus empresas brasileiras nessa retomada não colaboram” e conclui que tais argumentos são “desrespeitosos aos milhões de brasileiros que neste momento buscam trabalho”.
A petroleira chegou a comprar a situação das empresas com a de montadoras internacionais instaladas no Brasil.
“Criticar a Petrobras por convidar empresas estrangeiras para retomar as obras (…) é tão absurdo quanto dizer que todos nós dirigimos carros importados fabricados em São Bernardo (VW), Betim (Fiat) ou Resende (Nissan) por empresas que estão estabelecidas no Brasil há décadas”, afirmou a empresa, em nota.
A Petrobras também colocou em contexto que as maiores empreiteiras do Brasil envolveram-se no esquema de corrupção investigado na Lava Jato e, portanto, estão impedidas de negociar novos contratos.