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Clippings - 26/05/14

Edital de ferrovias até agosto

Brasil Econômico – 26/05/2014

Vencedora do leilão da BR-153, com deságio de 46%, Galvão também tem interesse na concessão de linhas de trens

Patrícia Büll

Vencedora do leilão da BR-153TOGO, realizado na sexta-feira na BM&FBovespa, a Galvão Engenharia, que ofereceu pedágio de R$ 4,97,um deságio de 46% em relação ao teto de R$ 9,22 exigido pelo governo, disse que também tem interesse em participar dos leilões de ferrovias. Aguardado com ansiedade pelo agronegócio, as concessões desse modal de transporte ainda não saíram do papel.

Mas, segundo o ministro dos Transportes, César Borges, o governo deve lançar o edital do primeiro leilão até agosto, mês em que se completam dois anos desde o anúncio do Programa de Investimento em Logística (PIL), que prevê a concessão de nove trechos. O primeiro será entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Nos próximos 20 dias, disse Borges, será lançado o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nos leilões.

“A dificuldade em finalizar o estudo para o leilão de ferrovias é que esse é um modelo novo, que exige prazo de maturação maior do que o de rodovias, por exemplo, em que os participantes conhecem bem o tipo de investimento e retorno que terão”, disse Borges. Segundo ele, o governo só vai lançar um leilão quando tiver garantia de que haverá concorrência.

“Estamos trabalhando arduamente para realizar ao menos um leilão de ferrovia neste ano. Estive na China apresentando o modelo, e há interesse de empresários chineses”, afirmou. Borges disseque está sendo feito um trabalho “a seis mãos” entre Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério dos Transportes e setor privado para se chegar em uma equação que reduza o risco de engenharia dos projetos e se chegue a um valor justo, “a exemplo do que é feito nos leilões de concessão de rodovias”, afirmou. Diretor de concessões da Galvão Engenharia, Paulo Coutinho afirmou que a empresa está estudando os lotes de ferrovias propostos.

Mas destacou que o modelo de concessão tem risco muito focado nos investimentos, uma vez que “não tem risco de demanda”, referindo-se ao fato de a Valec poder adquirir toda a capacidade. Em relação ao leilão de sexta-feira, o vice-presidente da Galvão Engenharia, Carlos Namur disse que a BR-153 era a que a empresa desejava. A vitória marca o retorno da empresa às rodovias, após ter vendido, em 2004, a concessionária Intervias para o grupo espanhol OHL. O trecho de 624,8 km é o sexto do PIL, e liga Anápolis (GO) a Aliança do Tocantins (TO), passando por 24 municípios.