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Clippings - 08/07/19

Edital do FPSO de Mero 3 pronto para sair

A Petrobras lançará até o final do ano editais para o afretamento dos FPSOs de Mero 3, Itapu e Sergipe-Alagoas, deixando o processo de Mero 4 para o início de 2020. O cronograma de licitações das novas unidades foi confirmado à BE Petróleo por uma fonte da petroleira.

O primeiro será o da terceira plataforma da área de Libra, no pré-sal, cuja publicação está prevista para ocorrer entre o fim deste mês e o início de agosto. Projetado para produzir 180 mil bopd, comprimir 12 milhões de m3/d de gás e injetar 250 mil bpd, Mero 3 entrará em operação 2024.

O lançamento do edital marcará a retomada das licitações de FPSOs após os pacotes de Marlim, Parque das Baleias, Búzios V e Mero 2, lançados no início de 2018.

A entrega de propostas deve ser marcada para o período entre o fim de novembro e o início de dezembro, mas, no mercado, prevalece a expectativa de que a data acabe sendo postergada, como ocorre em todas as licitações da petroleira.

Os FPSOs de Mero 1 e Mero 2 estão cargo da Modec e da SBM, respectivamente. Diante do porte e da complexidade do projeto e do fato de já estarem conduzindo a construção das primeiras unidades definitivas do ativo, as empresas são vistas como as grandes favorita nas licitações de Mero 3 e 4.

O edital do FPSO de Itapu – área da cessão onerosa na Bacia de Santos – está programado para ser lançado logo em seguida, no mês de setembro. A unidade terá capacidade para produzir 120 mil bopd, comprimir 3 milhões de m3/d de gás e injetar 180 mil bpd.

O recebimento das propostas de Itapu  tende a ser postergado para o início de 2020, já que o início de operação do projeto deve ser transferido para 2024. O Plano de Negócio da Petrobras 2019-2023, divulgado pela companhia no final de 2018, projeta o primeiro óleo do projeto para 2023.

BOT em análise

Em dezembro, a Petrobras dará o pontapé inicial na contratação do FPSO de Sergipe-Alagoas. A equipe técnica e a diretoria da petroleira avaliam a possibilidade de a unidade ser contratada sob regime de BOT (Build Operate Transfer), no qual o afretador constrói, opera por três, quatro ou cinco anos e depois repassa o equipamento para o operador do campo.

A plataforma do projeto de águas profundas terá capacidade para produzir 100 mil bopd, comprimir 10,5 milhões de m3/d de gás e injetar 200 mil bpd. No melhor dos cenários, a data de entrega  das propostas será marcada para abril.

A chance de a Petrobras aprovar a modelo de BOT para Sergipe-Alagoas é grande. A utilização do regime de contratação vem sendo analisada com foco na estratégia de diversificar os modelos de contrato para assegurar uma carteira mais equilibrada de FPSOs próprios e afretados.

As empresas operadoras de FPSOs aguardam pela decisão da estatal com bastante expectativa.  A experiência da petroleira com BOT se resume à P-57, originalmente contratada com a SBM, e à P-63, encomendada à BW Offshore.

A licitação do FPSO de Sergipe-Alagoas será a primeira conduzida sob as regras da Lei das Estatais (13.303/16).

Mero 4 em 2020

No que diz respeito ao FPSO de Mero 4, a licitação será lançada apenas em 2020, tendo dois cenários distintos para o edital: um com publicação prevista para o início do ano – possivelmente em março – e outro para o segundo semestre. Os termos técnicos do projeto devem seguir a linha de Mero 3, mas isso ainda é avaliado pela Petrobras.

Como há indícios de que o reservatório da fase 4 tem potencial menor que o das outras etapas, a Petrobras estuda a possibilidade de utilização de um FPSO de 150 mil bopd ou 120 mil bopd. No último caso, ele operaria em conjunto com o FPSO Pioneiro de Libra, que realiza testes de longa duração e de produção antecipado no ativo.

 

Fonte: Revista Brasil Energia