Desistência. Fontes da Agência Nacional do Petróleo afirmam que o campo deixará de produzir já nos primeiros meses de 2014 e a concessão será devolvida à agência; ontem, credores da petroleira contrataram os serviços do banco de investimentos Rothschild
A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estima que o campo de Tubarão Azul, da OGX, deve parar de produzir já nos primeiros meses de 2014, não passando do primeiro semestre, segundo uma fonte da agência. Com isso, a concessão deve ser devolvida à agência pela petroleira de Eike Batista.
O campo, localizado em águas rasas na Bacia de Campos, era o único de óleo da OGX em atividade. Em junho deste ano, a petroleira surpreendeu o mercado ao anunciar que Tubarão Azul, que iniciou a produção no ano passado, deverá parar de operar no ano que vem.
A diretora da ANP, Magda Chambriard, engenheira de reservatórios, analisou pessoalmente os dados do campo nos últimos dias, segundo uma fonte ouvida pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
Dos três poços, OGX-26HP e OGX-68HP produziram 31 dias em junho e apenas três em julho, quando problemas embom-bas que ajudam a trazer o petróleo à superfície interromperam totalmente a produção. A OGX informou no relatório de produção de julho que abomba do poço 26 será consertada, com previsão de conclusão em meados de setembro. Não houve menção ao poço 68.
A OGX continua cumprindo o cronograma para o início de atividades de Tubarão Martelo, campo da empresa que desperta esperanças de produção na OGX e na ANP. Uma plataforma está prevista para chegar em setembro. Só depois do início das atividades é que os técnicos da ANP poderão avaliar de fato as perspectivas de produção.
Extremamente voláteis com a crise de confiança que se abateu sobre o grupo EBX-resultado da campanha exploratória frustrada da petroleira – as ações da peroleira tiveram leve recuperação neste mês de agosto. Mas, apesar da alta de 6%, não passam da cotação de R$ 0,70. Em processo de reestruturação, as empresas do grupo de Eike estão em perãodo de venda de ativos, mas a situação da petroleira permanece como a mais incerta de todas.
Dívida. Um grupo de grandes credores da OGX escolheu o banco de investimento europeu Rothschild para lhe prestar serviços de consultoria financeira, informou ontem uma agência de notícias internacional. Entre os credores que contrataram a Rothschild estariam as firmas de investimento Paci-fic Investment Management Co. (Pimco) e a BlackRock, in-formaçãonão confirmada pelas empresas.
A OGX tem uma dívida denominada em dólar de cerca de US$ 3,6 bilhões,hoje negociada amenos de US$ 0,20 por dólar, segundo a FactSet. Os detentores de bônus que contrataram a Rothschild representam cerca de metade da dívida daOGX em circulação, de acordo com uma das fontes.AOGX recentemente contratou a Blackstone como consultora, numa decisão que pode levar à reestruturação da dívida da empresa.
O primeiro óleo da OGX foi extraído do campo de Tubarão Azul, quando ainda era denominado como acumulação de Waimea, emjaneiro de 2012. Naépo-ca, Eike divulgava que oinícioda produção ocorrera em prazo recorde na indústria mundial, apenas dois anos após a descoberta de Waimea/com dow jon