A petroleira OGX, do grupo empresarial de Eike Batista, prepara-se para anunciar um novo plano de negócios que trará a intenção de vender mais participações nas áreas exploratórias operadas pela companhia. Aos moldes do que ocorreu com a OSX, que anunciou revisão da estratégia no dia 17 de maio, o objetivo é focar na geração de caixa e, em consequência, melhorar a percepção da companhia junto aos investidores.
A elaboração do novo plano foi anunciada por Batista pelo Twitter no final da semana passada. Na conversa, na qual respondia críticas de outros usuários da rede social, o empresário disse que o novo plano de negócios será lastrea-do em projetos antigos e em novas parcerias. Procurada, a OGX não quis comentar as declarações.
Fontes próximas afirmam que a estratégia da companhia prevê a venda de participações em áreas exploratórias para terceiros (operação conhecida no mercado como farm out), como uma maneira de diluir o risco e dividir os custos dos projetos – além de garantir recursos para o caixa da empresa. A petroleira deve, ainda, repassar para os parceiros a responsabilidade pela operação de alguns projetos, para reduzir seus custos.
A OGX tem hoje participação em 31 blocos exploratórios no Brasil, além de dois projetos já em produção: Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e Gavião Real, na Bacia do Parnaíba. A companhia surpreendeu o mercado ao comprar 13 concessões exploratórias na 11a Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com um gasto de cerca de R$ 300 milhões. Segundo fontes, as novas áreas devem encabeçar a lista das participações vendidas. A empre -sa permanecerá majoritária nos projetos já em produção, que são geradores de receita.
O foco na geração de receita e na redução dos gastos é vista pelo mercado como resultado da contribuição do grupo BTG Pactual à gestão das empresas do grupo X, que, em sua maioria, enfrentam dificuldades de caixa. No caso da OSX, por exemplo, o novo plano de negócios foca nas operações de aluguel de plataformas construídas no exterior, em detrimento da área de construção naval, que demanda vultosos investimentos e tem retorno apenas a longo prazo.
Em maio, a OGX anunciou a venda de 40% do projeto Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, para a malaia Petronas. A operação, de US$ 850 milhões, dá ao caixa um alívio imediato de US$ 250 milhões. O restante só será pago quando a operação iniciar.