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Clippings - 30/08/13

Eike vende 1,5% do capital da OGX para pagar dívidas

A petroleira OGX, do empresário Eike Batista, teve ontem mais um dia de forte turbulência na Bolsa. As ações da empresa fecharam em baixa de 12,28%, a R$ 0,50, mas durante o pregão chegaram a despencar 22,81%, cotadas a R$ 0,44. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou ontem que Eike vendeu anteontem 49,8 milhões de ações da empresa, o equivalente a 1,54% do capital social, para cumprir determinadas obrigações financeiras com credores da holding EBX. O empresário deve se desfazer de mais de 5% de papéis ordinários da empresa, mas mesmo assim deverá continuar no controle, com uma fatia acima de 50,01%.

Segundo cálculos do analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, considerando a cotação máxima e mínima das ações da OGX, as vendas de ações renderam ao empresário de R$ 26,9 milhões a R$ 35,3 milhões, sem considerar os custos das transações. Desde março Eike já reduziu sua participação na empresa em 5,67%.

Banco reduz preço-alvo a R$ 0,1

Na avaliação de analistas, diversos fatores contribuíram para a derrocada dos papéis no mercado ontem. Um deles é a incerteza a respeito do cronograma de entrada de recursos da petroleira malaia Petronas, que anunciou em maio a compra de dois blocos da OGX em Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. A empresa atrelou a formalização do negócio, com o pagamento de uma parcela de US$ 250 milhões, ao processo de reestruturação de dívida da petroleira de Eike. Em nota, a OGX informou que a Petronas não tem direito a adiar o fechamento da aquisição.

– A OGX passou por um festival de notícias negativas nas últimas semanas – disse o analista da SLW Corretora.

O pessimismo dos investidores foi reforçado por um relatório dos analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank of America Merril Lynch, divulgado anteontem, que manteve o preço-alvo – valor considerado justo a se pagar por uma ação – da OGX em apenas R$ 0,10. Os analistas avaliaram que o caixa da companhia segue em ponto crítico e que a possibilidade de adiamento do pagamento pela Petronas eleva os riscos.

No comunicado sobre a venda de blocos para a Petronas, a OGX acrescentou que está empenhada em buscar uma solução que preserve o interesse de ambas as companhias. A empresa ressaltou na nota, porém, que não existe qualquer definição a esse respeito.

De outro lado, as ações da MMX, empresa de mineração do grupo, subiram 5,52% a R$ 2,10 com a notícia divulgada pela Bloomberg de que o fundo Mubadala teria se aliado à Trafigura na disputa pelos ativos da empresa. A parceria seria uma forma de superar as ofertas de concorrentes como Glencore, Xstrata e MRS Logística.