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Clippings - 11/04/14

Em alta, Itapoá (SC) quer ampliar calado para 16m

O Porto Itapoá, em Santa Catarina, cujos berços têm 16 metros de profundidade, o que permitiria a atracação dos maiores porta-contêineres do mundo, está obrigado a limitar o seu calado operacional a 11 metros, devido
a uma restrição no canal de acesso à Baía da Babitonga, onde está situado.

A direção de Itapoá está em entendimentos com a Secretaria Especial dos Portos (SEP) visando à solução do problema.

A Baía da Babitonga tem profundidades superiores a 20 metros e suas margens são suficientemente distantes para permitir o tráfego simultâneo de vários navios.

Contudo, a falta de uma dragagem complementar no seu acesso tem comprometido as excepcionais condições de navegação em seu interior e impedido que as embarcações operem com carga máxima.

A direção de Itapoá calcula que, para adequar o acesso atual às melhores condições, seria preciso investir cerca de R$ 200 milhões em dragagens.

Na Baía também está situado o Porto de São Francisco do Sul, que se beneficiaria das obras. A restrição, que requer retificação, é uma curva de 90 graus no canal que, embora tenha 14 metros de profundidade, na prática só comporta navios com calado de 11 metros.

Navios de maior tonelagem são obrigados a entrar e sair da Babitonga com carga limitada. Mesmo sem poder operar seu calado máximo, Itapoá tem comprovado a sua eficiência com o crescimento de suas operações. Em 2013, o volume movimentado foi 70% superior ao ano anterior, totalizando 486.722 TEUs (unidade padrão de contêiner de 20 pés).

O investimento com a nova dragagem teria rápido retorno, se considerado o aumento da geração de riqueza proporcionado por navios operando com maior tonelagem.

Com apenas 10 centímetros de acréscimo de calado, navios porta-contêineres conseguem carregar mil toneladas a mais. E cada metro de contêiner numa embarcação de grande porte tem um potencial de carregamento de R$ 2,4 milhões em geração de riqueza – o que inclui o valor da carga, os serviços incidentes na movimentação e os tributos, entre outros.

“Maiores navios e navios com carga máxima representam ganhos em escala e redução de custos. Temos que garantir aos terminais mais modernos do país, como Itapoá, que possam operar dentro da capacidade máxima que sua infraestrutura já permite. Até porque a eficiência portuária se propaga pela cadeia produtiva”, afirma Patrício Junior, presidente do Porto.

Patrício Jr vê com bons olhos a lei dos portos, principalmente porque deverá representar ampliação dos investimentos privados no setor. Disse ele:

– “Deve-se evitar a burocratização da entrada de investimentos, o que reduziria a expectativa positiva que essa legislação trouxe ao mercado. Se a lei não é perfeita, ao menos trouxe avanços importantes, como fim da distinção entre carga própria e de terceiros e o fim da obrigatoriedade de terminais privativos movimentarem carga própria de forma preponderante.

Apesar da polêmica que gerou, a nova lei deverá ser muito boa para o país e nós, por aqui, estamos bem motivados”.