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De 2013 a 2020 foram investidos R$ 2,2 bilhões de recursos do FMM voltados ao agronegócio.
Embora venha do segmento ligado ao agronegócio a proposta pelo fim progressivo do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o maior beneficiado pelo uso do fundo tem sido aquele setor. De acordo com dados apresentados pelo diretor comercial do Estaleiro Rio Maguari e conselheiro do FMM, Fabio Vasconcellos, nos últimos sete anos (2013-2020) 80% dos recursos para a construção de embarcações voltados ao agronegócio foram provenientes do fundo. A informação foi dada durante Webinar Diálogos Hidroviáveis, com o tema: “AFRMM: impactos no desenvolvimento a na segurança da navegação interior de passageiros e cargas”, realizado nesta segunda-feira (21).
Vasconcellos afirmou que ao todo foram investidos R$ 2,2 bilhões do FMM com o agronegócio. Segundo ele, os recursos permitiram a construção de 500 barcaças, 20 empurradores grandes e 15 empurradores pequenos. Esse número tem sido representativo, especialmente, em razão do crescimento do transporte de grãos escoados pela região do Arco Norte. Ele informou que 31,4% das exportações de grãos nesse primeiro semestre no ano no país saíram por essa região.
Além disso, de acordo com ele, a perspectiva é que de 2020 a 2030 o investimento em construção para o setor do agronegócio seja ainda maior. Ele afirmou que neste período o potencial mínimo de construção possa alcançar 2000 embarcações, levando em consideração a conclusão de algumas obras importantes que já estão em andamento como é o caso da BR-163, aumento do calado no Porto de Vila do Conde e obras na Hidrovia do Madeira.
O diretor do departamento de navegação e hidrovias do Ministério da Infraestrutura, Dino Batista, também presente a videoconferência, além do bom desempenho da utilização do fundo na construção de embarcações fluviais, também ganha destaque os recursos sendo utilizados para a troca para o casco duplo para o transporte de combustíveis. A ideia é tornar tais embarcações mais seguras para a navegação.
Ele lembrou ainda que, embora a navegação interior não financie o FMM na arrecadação do Adicional ao Frete e Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), ela vem sendo uma das mais beneficiadas. “Por tudo isso que o fundo deve continuar existindo. Sem ele, a gente quebra esse ciclo positivo que apoia o agronegócio e que, por sua vez, apoia o Brasil”, frisou Batista.
Fonte: Revista Portos e Navios
