O GSF (Global Shippers Forum, fórum global de exportadores), órgão que representa embarcadores na Ásia, África, Europa e América do Norte, taxou as práticas das linhas marítimas como inaceitáveis e pediu o banimento das conferências marítimas entre armadores na Ásia.
O órgão emitiu uma declaração oficial após uma reunião em Macau (China) criticando as práticas das transportadoras, apontando a imposição de aumentos abruptos e oportunistas de taxas e sobretaxas, sobreposições de carga, limitação da capacidade de transporte e falta de adesão ao regime contratual a uma escala global sem precedentes. Segundo o GSF, tais práticas resultaram em grandes perturbações para as cadeias de fornecimento global, acarretando no atraso de entregas.
A organização afirma que, apesar da recente reforma da regulação marítima por parte da União Europeia e dos progressos na regulação de acordos de transporte na América do Norte, não houve nenhum avanço na Ásia e outras regiões, como o continente africano. O GSF pretende iniciar debate político na Ásia para destacar a posição desfavorável dos exportadores asiáticos e fazer campanha para que a reforma regulamentar seja aplicada na Ásia, em conformidade com a Europa e América do Norte.
O órgão apela aos governos asiáticos para que seja introduzida a legislação adequada para proibir conferências marítimas e discussão de acordos que possam eliminar a concorrência efetiva no tráfego asiático. O GSF saiu em defesa das recentes iniciativas legislativas dos EUA para acabar com a imunidade para transportadores marítimos e para estender a proteção aos carregadores e consumidores dos EUA.
O fórum disse que as economias oriundas da política de redução de velocidade devem ser equitativamente partilhadas e refletidas nas taxas de frete e confiabilidade assegurada do cronograma. Segundo o GSF, as linhas não devem usar a política como forma de restringir ou gerir a capacidade para influenciar o funcionamento de um mercado de concorrência normal.