Aumento ocorrerá por conta da demanda chinesa e recuperação norte-americana.
A Cepal – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – divulgou ontem, dia 2, previsão de alta de 21,4% nas exportações da região até o final do ano. A projeção foi apresentada no Chile pela secretária executiva da organização, Alicia Bárcena, ao divulgar o estudo Panorama de Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2009-2010.
De acordo com o relatório, o aumento será propiciado principalmente por conta da crescente demanda da China e a recuperação do mercado dos Estados Unidos. A executiva também ressaltou o fato de a reestruturação da economia global ser atualmente conduzida pela venda de matérias-primas oriundas de nações emergentes, especialmente dos países da América do Sul.
Os embarques sul-americanos para a China caíram 2,2% no primeiro semestre de 2009, mas no mesmo perãodo deste ano, as exportações da América Latina e do Caribe evoluíram 44,8% para o país asiático. Segundo Bárcena, a maioria das exportações compreendiam produtos agrícolas, pecuários e minerais, de países da América do Sul.
O relatório da Cepal destaca que as vendas dos países andinos crescerão 29,5% no perãodo e as exportações do Mercosul aumentarão 23,4% e as do Mercado Comum Centro-Americano serão de apenas 10,8%. O país que apresentará maior incremento será o Chile, com alta de 32,6% nas vendas, enquanto Panamá e México evoluirão só 10,1% e 16%, respectivamente.
A executiva afirmou que as políticas de exportação dos países da América do Sul seguiram caminho distinto em relação ao México e à América Central, na última década. As vendas externas sul-americanas mais que duplicaram, ao passo que a taxa de vendas dos países da América Central e do México caiu mais de 50%.
Segundo ela, a participação do México nas exportações da região era de 40% em 2000 e caiu para 30% no ano passado. Em contraponto, o share do Brasil aumentou de 13% para 20% no mesmo perãodo.
De acordo com Bárcena, a região precisa melhorar a qualidade da inserção no mercado internacional, investindo mais na diversificação de produtos, inovação tecnológica, maior cooperação regional e competitividade, para que possa aproveitar as oportunidades do comércio internacional e crescer com mais igualdade.