Mesmo conquistando compradores fora do país e aumentando as exportações em mais de 20 vezes na última década, o arroz gaúcho tem pela frente um desafio que ultrapassa as relações internacionais que é a infraestrutura para entregar o grão.
Com espaço limitado para armazenagem no porto de Rio Grande, onde a soja tem prioridade no perãodo da safra, o cereal precisa ainda de equipamentos específicos para embarque do arroz industrializado.
Segundo André Anele, gerente do programa Brazilian Rice, voltado à promoção do arroz brasileiro no Exterior, mesmo exportando sempre arroz a granel, as marcas brasileiras precisam ser fortalecidas e as condições de exportar o produto ensacado precisam ser melhores.
Conforme Anele, além da capacidade insuficiente para armazenar o grão em Rio Grande, o porto não tem chip loader (equipamento específico para embarque do arroz beneficiado).
Atualmente, o embarque do grão industrializado é feito com a ajuda de lonas que colocam o produto no porão do navio. Ampliar os acordos internacionais é outro desafio para expandir as vendas externas, que devem fechar em 1,2 milhão de toneladas no ano comercial que se encerra em março.
O resultado fará com que a balança comercial brasileira do grão feche positiva pelo terceiro ano consecutivo. Do total exportado, 95% é produzido no Rio Grande do Sul.
Em 2013 foram treinadas no Brazilian Rice 26 indústrias brasileiras de arroz, em um projeto conjunto da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz.
Conforme Pereira, a exportação é fundamental para a estabilidade dos preços no comércio interno de arroz.