unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 01/07/22

Emgepron vai se dedicar ao programa de navios-patrulha no 2º semestre

Arquivo/Divulgação

Empresa avalia que construção do 1º NaPa 500t no Brasil dará visibilidade ao projeto, que possui demanda para exportação. Modelo deve ocupar AMRJ, com possibilidade de encomendas em outros estaleiros

A Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) vai se dedicar, no segundo semestre deste ano, à montagem do modelo para o programa de navios-patrulha oceânicos (OPV). Para os próximos 10 anos, a Marinha do Brasil possui uma demanda para substituição de 12 unidades de 200 toneladas, que estão chegando ao final do ciclo de vida, por modelos de 500 toneladas. Além do OPV 500t, a Marinha definiu outra plataforma para compor seu portfólio: um navio de patrulha oceânica (OPV 2.000 toneladas), com padrão similar aos três navios que a força naval brasileira tem da classe Amazonas. O vice-almirante Edésio Teixeira, diretor-presidente da Emgepron, adiantou que o investimento será financiado com recursos dos resultados da Emgepron e que os navios serão construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

“Hoje, a tecnologia de construção de navios (de guerra ou mercantes) é feita por blocos. Poderemos colocar encomendas em outros estaleiros nacionais, principalmente situados no Rio de Janeiro, fomentando cadeia produtiva de insumos para produção desses navios”, disse Teixeira, na última segunda-feira (27), durante o webinar ‘Indústria Naval e Defesa na Economia do Mar’, promovido pela Superintendência da Economia do Mar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais (SEDEERI).

A avaliação da Emgepron é que a construção do primeiro navio-patrulha de 500 toneladas no Brasil dará visibilidade a esse projeto, para o qual a empresa enxerga uma demanda internacional com possibilidade para exportação. Teixeira destacou que o NaPa 500BR é um projeto brasileiro custeado pela Emgepron e encomendado ao Centro de Projetos de Navios da Marinha do Brasil, além de ter certificação internacional da italiana Rina.

O diretor-presidente da Emgepron também defendeu a necessidade da cadeia produtiva olhar para as oportunidades de toda a vida útil das futuras embarcações militares. “Temos que olhar todo o ambiente de operação e manutenção que dará suporte a esse navio e gerar valor agregado e negócios para quem participar desses investimentos durante toda a vida útil desses navios, de 25 a 30 anos”, destacou.

Teixeira disse que as duas plataformas, de 500t e de 2.000t, são fundamentais para garantir a presença, manutenção e proteção da zona econômica exclusiva (ZEE), a chamada ‘Amazônia Azul’. Ele lembrou que o recente vazamento de óleo de grandes proporções em águas jurisdicionais brasileiras contribui para a constatação da necessidade de presença permanente da vigilância e do monitoramento de uma consciência situacional em AJB.

Fonte: Revista Portos e Navios