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Clippings - 12/11/13

Emissão de bônus é a saída para eólicas captarem recursos

Brasil Econômico – 12/11/2013

Com empréstimos 20% menores no BNDES, presidenta isentou de impostos ganhos dessas aplicações

Bloomberg

O Brasil está buscando aumentar o investimento em infraestrutura ao mesmo tempo que controla os empréstimos subsidiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES). Os maiores desenvolvedores de parques eólicos do país estão colocando essas metas à prova ao procurarem vender bônus isentos de impostos no mercado local pela primeira vez.

A presidenta Dilma Rousseff transformou em lei uma medida de 2011 para incentivar estrangeiros e investidores individuais a comprarem dívida corporativa local ligada à infraestrutura, eliminando um imposto sobre lucros provenientes dos títulos. Até agora, apenas R$ 4,28 bilhões em bônus foram emitidos a investidores.

Os produtores de energia, que estão buscando financiar R$ 200 bilhões em projetos até 2022, estão enfrentando a perspectiva de apoio financeiro limitado do BNDES, depois que o governo disse que o banco reduzirá os empréstimos em 20% como parte de um esforço para conter o maior déficit orçamentário desde 2009.

As empresas eólicas precisarão misturar diferentes tipos de financiamento e bônus de infraestrutura para oferecer as taxas mais atrativas depois dos empréstimos do BNDES. A HSBC Holdings prevê que os desenvolvedores pagarão uma taxa de juros de 13%, maior que os 8% dos empréstimos do BNDES.

A Eletrosul, uma unidade da usina de energia estatal Eletrosul Centrais Elétricas S/A, e a Rio Bravo Investimentos S/A, a gestora de ativos fundada pelo ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, planejam vender R$ 200 milhões em bônus de infraestrutura com vencimento em até 14 anos para 21 parques eólicos até junho, disse a Eólicas do Sul, uma joint venture criada para gerenciar os projetos.

A Eletrosul e a Rio Bravo Investimentos decidiram vender bônus por meio de três holdings depois que o BNDES ofereceu cobrir 65% de seus custos, disse Fábio Maimoni Gonçalves, diretor financeiro da Eólicas do Sul. “O BNDES está tentando criar um ciclo virtuoso no qual você tem um mercado demandando bônus e, consequentemente, mais bônus sendo vendidos.

Com isso, ao longo do tempo, o BNDES pode reduzir sua participação no apoio a projetos”, complementou Gonçalves. Cerca de R$ 100 milhões em vendas de bônus de infraestrutura foram aprovados pelo governo até julho deste ano e mais de quatro quintos desse total foram destinados a projetos de geração de energia, segundo dados do Ministério da Fazenda.

O Brasil está construindo mais parques eólicos do que parques de qualquer outra tecnologia de energia, segundo dados compilados pela Bloomberg.Os desenvolvedores receberam 55% dos contratos para vender energia a distribuidoras nos leilões organizados pelo governo desde 2011.

Os parques eólicos fornecerão 9,5% da eletricidade do país em 2022, acima do 1,5% do ano passado, disse a agência nacional de energia Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em seu site na internet.