Divulgação Porto do Açu
Lundin Mining firmou contrato de cinco anos com complexo portuário privado para movimentar concentrado de cobre extraído em Goiás.
O Porto do Açu (RJ) fechou um contrato de longo prazo para movimentar concentrado de cobre pela primeira vez. Pelos próximos cinco anos, o mineral sairá de Alto Horizonte (GO) para ser exportado através do terminal multicargas (T-Mult) do complexo portuário privado, localizado em São João da Barra, no Norte Fluminense. O acordo, firmado com a canadense Lundin Mining, prevê a movimentação, estocagem e embarque de concentrado de cobre, por meio de uma operação customizada para o cliente.
O produto, muito utilizado como insumo para produção de fios, tubos, remédios, entre outros itens, pertence à Mineração Maracá, que é totalmente controlada e operada pela canadense Lundin Mining, que usará o Açu como alternativa no Sudeste do país para otimizar o escoamento do cobre. “A entrada do Açu nessa rota é muito positiva porque o cliente pode aproveitar a sinergia entre a logística de exportação do produto com a de importação de outras cargas, como as das siderúrgicas da região”, ressaltou o gerente de desenvolvimento de negócios da Porto do Açu Operações, Rodrigo Napoleão.
A administração do porto destacou que a nova carga é favorável para o T-Mult, uma vez que equilibra a matriz de cargas do terminal (exportação-importação) e otimiza o fluxo logístico já existente, além de consolidar a posição do porto para as empresas produtoras na região Centro-Oeste. Napoleão disse ainda que a possibilidade de customizar a operação de acordo com as necessidades dos parceiros, aliada à alta produtividade, segurança e confiabilidade operacional. melhoram a logística e ajudam a reduzir custos da cadeia.
A expedição inicial da nova carga está prevista para acontecer até o final deste ano, quando a primeira remessa de cobre será estocada nos armazéns cobertos com lona (lonados) do T-Mult, que tem capacidade de armazenagem estática de 25.000 toneladas. Para atender à demanda crescente, o terminal tem planos para ampliação imediata da retroárea com construção de pátio de granéis, pátio dedicado para cargas gerais e pátio de contêineres, além de novos galpões permanentes dedicados à armazenagem. Atualmente, o terminal possui 360 metros de cais acostável, que podem ser expandidos para 500m.
Fonte: Revista Portos e Navios
