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Clippings - 02/12/21

Empresa canadense usará Açu para movimentação de cobre

Divulgação Porto do Açu

Lundin Mining firmou contrato de cinco anos com complexo portuário privado para movimentar concentrado de cobre extraído em Goiás.

O Porto do Açu (RJ) fechou um contrato de longo prazo para movimentar concentrado de cobre pela primeira vez. Pelos próximos cinco anos, o mineral sairá de Alto Horizonte (GO) para ser exportado através do terminal multicargas (T-Mult) do complexo portuário privado, localizado em São João da Barra, no Norte Fluminense. O acordo, firmado com a canadense Lundin Mining, prevê a movimentação, estocagem e embarque de concentrado de cobre, por meio de uma operação customizada para o cliente.

O produto, muito utilizado como insumo para produção de fios, tubos, remédios, entre outros itens, pertence à Mineração Maracá, que é totalmente controlada e operada pela canadense Lundin Mining, que usará o Açu como alternativa no Sudeste do país para otimizar o escoamento do cobre. “A entrada do Açu nessa rota é muito positiva porque o cliente pode aproveitar a sinergia entre a logística de exportação do produto com a de importação de outras cargas, como as das siderúrgicas da região”, ressaltou o gerente de desenvolvimento de negócios da Porto do Açu Operações, Rodrigo Napoleão.

A administração do porto destacou que a nova carga é favorável para o T-Mult, uma vez que equilibra a matriz de cargas do terminal (exportação-importação) e otimiza o fluxo logístico já existente, além de consolidar a posição do porto para as empresas produtoras na região Centro-Oeste. Napoleão disse ainda que a possibilidade de customizar a operação de acordo com as necessidades dos parceiros, aliada à alta produtividade, segurança e confiabilidade operacional. melhoram a logística e ajudam a reduzir custos da cadeia.

A expedição inicial da nova carga está prevista para acontecer até o final deste ano, quando a primeira remessa de cobre será estocada nos armazéns cobertos com lona (lonados) do T-Mult, que tem capacidade de armazenagem estática de 25.000 toneladas. Para atender à demanda crescente, o terminal tem planos para ampliação imediata da retroárea com construção de pátio de granéis, pátio dedicado para cargas gerais e pátio de contêineres, além de novos galpões permanentes dedicados à armazenagem. Atualmente, o terminal possui 360 metros de cais acostável, que podem ser expandidos para 500m.

Fonte: Revista Portos e Navios