Braço da Odebrecht no setor sucroalcooleiro, a ETH Bioenergia pretende investir de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões na construção de um alcoolduto que ligará o Centro-Oeste ao porto de Santos, no litoral paulista.
Segundo Luis Felli, diretor de operações da companhia, o duto tem dois objetivo: baratear o transporte do álcool entre as novas usinas do Centro-Oeste e São Paulo, maior mercado do país, e viabilizar a exportação do produto –cujo preço perde competitividade se for escoado por meio de caminhões.
Felli disse que a ETH conta com um projeto próprio para a construção do duto, mas não está claro ainda se ele é viável economicamente.
Para fazer o investimento, é necessário, afirma, um grande volume de transporte de etanol. Por isso, a ETH defende um entendimento com a Petrobras e a Cosan para a construção de um único alcoolduto –as duas empresas têm projetos semelhantes.
Faz mais sentido, avalia, instalar um único duto de capacidade maior, o que reduz o investimento e maximiza seu uso.
Segundo Felli, o duto pode baratear em até 30% o custo de transporte será menor, o que estimulará o consumo interno e a exportação do etanol.
Felli diz que já ocorreram conversas sobre a integração dos três projetos, mas não há ainda uma negociação formal sobre o tema.
Petrobras
A Petrobras, cujo projeto está mais adiantado, pretende fazer um duto do Centro-Oeste até Paulínia (SP) –de lá, já partem outros dutos da estatal para o Rio de Janeiro que podem ser utilizados para o transporte de álcool.
A principal divergência é que a estatal quer utilizar os portos do Rio como base de exportação. Já a ETH prefere o porto de Santos.
A ETH pretende se consolidar nos próximos anos como a maior produtora global de álcool _posição que hoje pertence à Cosan.
A companhia saltará para 13 bilhões de toneladas de cana-de-açúcar processada neste ano _em 2008, foram 4 milhões.
A meta da ETH é produzir 300 mil toneladas de açúcar neste ano e 900 mil litros de álcool em 2010.
A empresa comprou a Brenco neste ano e se prepara para dar a partida em duas novas usinas que eram da companhia: uma em junho e outra no final do ano.