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Clippings - 23/03/16

Empresa interrompe transporte de carga e deixa vagões parados em Três Lagoas

ANTT determina que a concessionária restabeleça a prestação do serviço de transporte ferroviário de cargas

A Empresa América Latina Logística (ALL) interrompeu o transporte de cargas da Arcelor Mittal Brasil S/A com destino a Corumbá. Além disso, abandonou os vagões carregados com produtos siderúrgicos em Três Lagoas, Corumbá e Baurú.

Somente em Três Lagoas, a empresa deixou 70 vagões parados, em Baurú (SP); 36 e, em Corumbá, onze composições carregadas. As informações constam em portaria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), publicada no Diário Oficial da União do dia 14 de março, que concede medida cautelar com vistas à tutela dos direitos da sociedade empresarial Arcelor Mittal, usuária dependente do
transporte ferroviário de cargas contra a ALL.

A medida cautelar determina que a concessionária restabeleça a prestação do serviço de transporte ferroviário de cargas à Arcelor Mittal e providencie as cargas que se encontram em trânsito interrompidas. Ao todo, são dez mil toneladas de produtos siderúrgicos. Em caso de descumprimento, a concessionária está sujeita à aplicação das penalidades.

A desativação da ferrovia é denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores
Ferroviários desde maio do ano passado, quando cerca de 300 funcionários foram demitidos. Somente em Mato Grosso Sul, são 1.200 quilômetros de ferrovia estão desativados, no trecho que liga Três Lagoas a Corumbá .

No final do ano passado, a concessionária anunciou que planejava investir R$ 1,9 bilhão na ferrovia em Mato Grosso do Sul. Mas, para garantir esse investimento na malha ferroviária, queria a ampliação do prazo de concessão, licenciamentos ambientais e autorização para retificação de traçado. Essas reivindicações constam nos estudos de viabilização da malha ferroviária sul-mato-grossense apresentados pela empresa ao governo Federal.

O governador Reinaldo Azambuja, por sua vez, se colocou a disposição para conversar com representantes da ANTT e da Rumo/ALL , afim de evitar a desativação da ferrovia atual. Algumas reuniões foram realizadas, mas sem definição do que será feito.

O fim das atividades da ferrovia já é dado como certo, uma vez que a
concessionária trabalha com apenas três contratos. O da Arcelor Mitta, o da Fibria no transporte de celulose para o Porto de Santos e da Vele, das Minas de Coumbá até o Porto Esperança.

A concessionária tem alegado que, as operações dependem da demanda de mercado.