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Clippings - 24/04/24

Empresa pede U$ 1,7 bi à Petrobras para afretar FPSOs de SEAP

Empresa interessada na licitação dos FPSOS do projeto Sergipe Águas Profundas, da estatal, gostaria que a antecipação de receita passasse de US$ 1 bilhão para US$ 1,7 bilhão. Ela também pede um intervalo de um ano na construção de cada uma das unidades.

A Petrobras adiou de fevereiro para junho o prazo de entrega de propostas para o afretamento dos dois FPSOs planejados para o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP I e II), na tentativa de atrair competidores para a concorrência. O mercado, no entanto, continua demonstrando dificuldade em atender às exigências da Petrobras.

Na sala de colaboração montada pela Petrobras para dialogar diretamente com o mercado e tentar solucionar empecilhos que impeçam a continuidade das licitações, empresa interessada em participar do processo pede que a estatal amplie o valor de pagamento antecipado de US$ 1 bilhão, que, segundo elea, “não cobre adequadamente os custos totais do projeto”.

“As atuais restrições do mercado mostram que existem vários desafios para garantir a necessária viabilidade financeira para este projeto”, alegou uma empresa, em documento enviado à estatal. Ela pede que o valor seja estendido para US$ 1,7 bilhão, “mais condizente com a necessidade do projeto e do mercado.

O argumento é de que, assim, as fornecedoras conseguiriam reduzir risco, porque o US$ 1,7 bilhão seria suficiente para cobrir a parcela do projeto que não fosse financiada.

A dificuldade de financiar o afretamento de plataformas tem sido a principal dificuldade encontrada pela Petrobras para levar adiante suas licitações. Os investimentos estão altos, por conta da inflação de equipamentos e serviços, e falta banco disposto a colocar dinheiro em projetos de petróleo, num cenário de aquecimento climático e transição energética.

No processo do FPSO de Albacora, após uma longa negociação direta com a BW e a Ocyan, e sem chegar a um consenso sobre o valor, a petrolífera foi obrigada a encerrar a licitação. Agora, a estatal negocia a liberação de verba pelo Fundo de Marinha Mercante e estuda outras ferramentas financeiras.

Além da questão do financiamento, os fornecedores pedem mudanças nos prazos.

De acordo com o edital, se uma empresa vencer a licitação com a proposta de construir os FPSOs de SEAP I e II, conjuntamente, deve iniciar uma obra após seis meses do início da segunda. Os prazos são de 49 meses e 43 meses. Um dos interessados na concorrência pede que a Petrobras estenda esse intervalo para um ano.

O argumento é que a construção quase simultânea das duas unidades “representaria um risco significativo para a qualidade dos projetos e para o cumprimento dos prazos”. Eles dizem também que poderia haver gargalo de profissionais e tecnologia.

“Embora um intervalo maior possa parecer aumentar o tempo total do projeto, a otimização do uso de recursos, a gestão de riscos e a maior eficiência na execução podem gerar uma redução significativa de custos no longo prazo”, justifica a empresa à Petrobras.

Ela diz também que, com um intervalo de um ano entre as unidades SEAP I e SEAP II, a estatal poderia ajustar o planejamento de produção e logística de acordo com suas necessidades.

A Petrobras, no entanto, não demonstrou, até agora, estar disposta a atender às reivindicações. Ela diz que está atenta aos pedidos do mercado e que qualquer eventual mudança nas condições previstas em edital será comunicada na sala de colaboração na oportunidade. Mas, por enquanto, nada muda.

Fonte: Revista Brasil Energia