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Clippings - 01/07/26

Empresas de apoio estarão prontas para Margem Equatorial e demandas futuras, afirma Dino Batista

O Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima e a Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo avaliam que a Margem Equatorial tem potencial para se equiparar, futuramente, à relevância das operações ligadas à exploração de petróleo e gás consolidadas nas últimas décadas nas bacias do Sudeste. Na última semana, o vice-presidente executivo do Syndarma/Abeam, Dino Batista, disse que, apesar dos desafios, as empresas de apoio offshore no Brasil estarão prontas para dar atender as demandas que forem sinalizadas pelo setor.

Atualmente, existem em torno de 10 embarcações de apoio marítimo dando suporte às atividades de prospecção que a Petrobras está fazendo na região e cujos resultados devem ser anunciados pela companhia no segundo semestre. “A Margem Equatorial pode significar algo tão relevante quanto a Bacia de Campos — talvez não somado com a de Santos — que é realmente algo robusto”, disse Batista, que participou de um seminário promovido pela Marinha do Brasil, na última sexta-feira (26), no Rio de Janeiro (RJ).

O Syndarma/Abeam verifica que existem alguns desafios de operação na Margem Equatorial que vêm sendo estudados e serão superados pelo setor, como o comportamento das correntes marítimas e a falta de infraestrutura. “Ainda não temos bases prontas para apoio marítimo na região”, mencionou Batista.

Ele destacou que, além das atividades de E&P, existem outras oportunidades no radar que vão gerar a necessidade de afretamento de embarcações de apoio nos próximos anos, como o desenvolvimento de eólicas offshore — atividade que o Syndarma/Abeam espera que se torne realidade em águas jurisdicionais brasileiras num horizonte de cinco a 10 anos.

O vice-presidente executivo do Syndarma/Abeam acrescentou que o plano de negócios da Petrobras prevê mais de R$ 10 bilhões de investimentos em descomissionamento de ativos offshore maduros. “Além da Margem Equatorial, as empresas de apoio marítimo no Brasil estão prontas e vão dar a resposta à necessidade de embarcações, em especial quando sinalizado de maneira tempestiva pelo Estado brasileiro, através da Petrobras, ou da ANP com seus blocos de licitação”, comentou Batista.

“No apoio, temos perspectiva gigantesca. Temos toda a Margem Equatorial, cujo processo já começou, e temos que lembrar que, em algum momento, vão chegar os parques eólicos offshore e temos que estar preparados para dar resposta a isso. Dependendo de quanto conseguirmos fazer de offshore, falamos de uma quantidade de embarcações semelhante ao que hoje é empregado aqui no petróleo offshore nas bacias de Campos e de Santos. É um grande mercado”, disse à Portos e Navios.

Fonte: Portos e Navios.