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Clippings - 24/10/18

Empresas de energia cobram uso de gás natural no setor de transporte

Petroleiras enviam carta ao governo alemão ressaltando importância do hidrocarboneto na transição energética

Cerca de 17 empresas de energia, entre elas as subsidiárias alemãs da BP, Equinor e ExxonMobil, elaboraram uma carta conjunta com o objetivo de mostrar a importância do gás natural como principal combustível para os meios de transporte e ainda alertar a indústria para o período de transição energética, onde as emissões de gases do efeito estufa deverão ser reduzidas ao máximo. A carta foi elaborada para o governo alemão e assinada também por DEA, Shell, Total e Wintershall, entre outras companhias.

As emissões de gases do efeito estufa têm aumentado desde 1990, como resultado do crescimento do setor de transporte de mercadorias na Alemanha. São aproximadamente 155 trilhões de toneladas por ano vindas somente do setor rodoviário, número equivalente a 17% do total anual de emissões de CO² na Europa.

O documento lista quatro ideias principais para migrar para um sistema mais sustentável: estar aberto a novas tecnologias que facilitem o processo de transição; construir e expandir os postos de abastecimento que disponibilizam combustíveis a base de gás natural, hidrogênio e/ou carregamento elétrico; reconhecer e promover a eletricidade produzida por renováveis e melhorar a infraestrutura do transporte público.

Na prática, isso se daria no uso de gás natural no transporte de passageiros (principalmente no transporte público) e em veículos leves, que iria reduzir tanto os custos quanto as emissões de CO². A carta afirma que os veículos que usam gás como combustível emitem 25% menos CO² do que os veículos que usam gasolina.

Já o GNL seria usado para o transporte de mercadorias pesadas, como no transporte fluvial e marítimo. O uso de GNL para transporte de mercadorias pesadas poderia diminuir em até 2 milhões de toneladas de emissões de CO² por ano na atmosfera, em comparação com o total de 55 milhões de toneladas atuais do transporte rodoviário alemão.

Além dessas alternativas, o documento também cita o chamado “green gas”, que é produzido em plantas power-to-gas. O “green gas” possui um percentual que chega a quase zero de emissões de CO², impulsionando a integração de eólica e fotovoltaica no setor elétrico.

Fonte: Revista Brasil Energia