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Clippings - 07/08/20

Empresas de óleo e gás investem em energias renováveis de olho na transição enérgica

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Com o lucro da exploração de petróleo, empresas investem em pesquisa e tecnologia em busca de energias mais sustentáveis.

A transição enérgica tem sido um debate cada vez mais presente em todo o mundo. Porém, as fontes de energia de um país não podem ser menosprezadas, como é o caso da camada de pré-sal no Brasil, por exemplo. Diante disso, e sem perder de vista a discussão sobre sustentabilidade, as empresas do setor de óleo e gás vêm investindo parte do lucro da exploração de petróleo em pesquisa e tecnologias para o aperfeiçoamento das energias renováveis. A perspectiva, inclusive, é de que as ações das empresas voltadas para a sustentabilidade criem competitividade em torno desse novo mercado.

Umas das prioridades da Petrobras tem sido o investimento em descarbonização nas suas operações. Segundo a estatal, vem sendo investido 100 milhões de dólares por ano com projetos voltados para essa iniciativa. “Nossa, prioridade é operar com custos baixos e bom desempenho em carbono, resguardando a competitividade dos nossos óleos nos mercado, em um cenário de desaceleração e posterior retração da demanda”, informou.

Além disso, de acordo com a empresa, foram investidos também 70 milhões de dólares ao ano para o desenvolvimento de estudos em energias renováveis, com foco em eólica, solar, diesel renovável e BioQav. Este é um combustível produzido a partir de várias fontes de biomassa em diferentes processos de produção. Para a Petrobras, viabilizar comercial mente o diesel renovável e o BioQav, é uma resposta às políticas de sustentabilidade da matriz energética brasileiras. Esses projetos estão presentes no Plano Estratégico da empresa 2020-2024.

No segmento de energia renovável, a Equinor afirmou que prioriza áreas onde pode aplicar a competência da empresa, que é no segmento offshore para geração de valor ao negócio. Nos últimos anos, a empresa concentrou-se principalmente em emergia eólica offshore em diferentes países onde atual. Segundo a Equinor, esse tipo de produção tem possibilitado o fornecimento de energia a um milhão de residências.

Atualmente já existem em operação três parques eólicos offshore na costa do Reino Unido. Um deles o maior parque flutuante do mundo fornecendo energia para dois campos de petróleo da empresa na Noruega. Além disso, mais três parques estão em fase de desenvolvimento.

De acordo com a Equinor, o Brasil é uma área central para a empresa, pois tem grande potencial para gerar energia eólica e solar. A primeira usina solar do portfólio global da empresa está localizado no estado do Ceará. Ela operado pela Scatec Solar e começou a produzir em 2018, com uma capacidade de 162 Mwatts de energia. Já em energia eólica offshore, a Equinor assinou um MOU (memorando de entendimento) com a Petrobras em 2018 para estudar o potencial de desenvolvimento de energia eólica no país. Além disso, em abril deste ano, a empresa anunciou uma transação com a Micropower em um sistema de armazenamento de baterias que reduz as emissões de carbono.

Fonte: Revista Portos e Navios