
As operações ship-to-ship têm um grande potencial e movimentam uma cadeia importante dos setores de petróleo e gás, portos, navegação e uma série de prestadores de serviços para garantir a segurança das transferências. A avaliação dos principais players desse mercado é que a exploração do pré-sal contribuirá para expandir o número e os volumes transbordados nos próximos anos, o que demandará infraestrutura e equipamentos em terra e no mar.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou 15 operações STS, desde a publicação da resolução ANP 811/2020, que regulamenta a atividade de transporte a granel de petróleo, seus derivados, gás natural e biocombustíveis por meio aquaviário e as operações de transbordo entre embarcações. O número corresponde a oito operações atracadas (double banking), quatro fundeadas e três underway (em movimento), segundo atualização de agosto da ANP.
As empresas solicitantes foram: AET Brasil Serviços; Fendercare; Porto Sudeste; Braskem; Safe STS; Karpowership Brasil Energia; Navemestra Serviços de Navegação; Vast Infraestrutura, além da Transpetro, que é a maior solicitante, com sete autorizações. As operações são realizadas na Bacia de Santos (SP); Bacias de Jacuípe e de Camamu-Almada (BA); nos Portos de Itaguaí (RJ) e de Açu (RJ); nos terminais aquaviários da Transpetro em Angra dos Reis (Tebig), São Sebastião (SP) e no Rio Grande do Sul (Terig); nas Baías de Guanabara (RJ), de Sepetiba (RJ) e de Todos os Santos (Salvador/BA); no Terminal de Suape (Ipojuca/PE); no Terminal São Luís (MA); no píer da empresa Braskem (RS); e no Rio Amazonas (Manaus, Codajás e Novo Remanso).
Desde 2020, a ANP vem desenvolvendo seus sistemas de cadastro dos agentes autorizados e de declaração de operações STS realizadas, que ainda não estão disponíveis. Tão logo os sistemas da ANP estiverem preparados para recebimento dessas informações, serão divulgadas instruções no site da agência. As empresas autorizadas serão comunicadas para que possam começar o envio das declarações. Quando iniciar o envio, os agentes regulados deverão informar todas as operações realizadas desde a data da autorização outorgada pela ANP.
A Transpetro destaca que operou em seus terminais aquaviários 1,2 mil navios, realizando 188 operações STS nos 100 primeiros dias da atual gestão, um aumento de 5% em relação à média de 2022. O volume médio movimentado foi de 53 milhões de metros cúbicos por mês, 1,5% superior ao mesmo período de 2022. Entre os recordes de movimentação, a Transpetro registrou 83 mil toneladas de produtos escuros movimentados em Paranaguá (PR) em junho, superando o recorde anterior, registrado em 2015.
Em junho, a Transpetro deu início a uma operação logística para o escoamento de petróleo e derivados na região Norte com o transbordo fundeado barge-to-ship (de barcaça para navio), realizada no município de Itacoatiara (AM), localizado a 270 quilômetros de Manaus. De acordo com a empresa, a operação permite redução de custos e maior agilidade e eficiência no transporte, carregamento e armazenamento de produtos, além de dispensar o uso de berços de atracação, proporcionando tancagem flutuante.
Na operação em Itacoatiara, foram transferidos para um navio fundeado aproximadamente 21 mil metros cúbicos de bunker com baixo teor de enxofre (VLSFO — very low sulphur fuel oils) — que estavam armazenados e sendo transportados em oito balsas. “A capacidade técnica das equipes da Transpetro viabilizou, inclusive, operações simultâneas de duas barcaças para aumento de eficiência no carregamento”, destaca o gerente de dutos e terminais do Amazonas, Adriano Moreira.
A Transpetro avalia que está habilitada para atender a clientes da América Latina com operações dessa natureza, adicionando essa expertise ao seu portfólio de serviços logísticos. A companhia opera 49 terminais terrestres e aquaviários e cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos em todo Brasil. “A implementação desta nova solução logística demonstra o preparo da companhia para atender às crescentes demandas de escoamento de petróleo e derivados da região Norte”, comenta o gerente setorial de relacionamento com clientes de derivados e biocombustíveis, Thales Carneiro.
No balanço dos 100 primeiros dias da atual gestão, a Transpetro destacou as novas operações ship-to-ship no Porto de Itaqui (MA) e na Baía de Todos os Santos, na Bahia, além do início das operações de barge-to-ship em Itacoatiara (AM), que representou uma opção logística adicional para o mercado regional e clientes internacionais. “Estabelecemos novos contratos com a Petrobras e a Copa Energia e renovamos 59 contratos de biocombustíveis com distribuidoras, fortalecendo ainda mais nossa presença no mercado”, acrescenta a Transpetro no balanço.
A companhia estuda parcerias na América Latina que podem ajudar a ampliar os negócios da empresa no exterior. Negocia a assinatura de um memorando de intenções com a Suriname’s National Energy, Oil and Gas Company (Staatsolie), estatal do Suriname. O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, declarou que o objetivo dessa iniciativa é levar a expertise em logística da empresa brasileira e alavancar potenciais parcerias.
A avaliação interna é que a Transpetro é a maior empresa de logística da América Latina e deve aproveitar o know how que possui para buscar novas oportunidades. Bacci contou que a orientação do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, é buscar negócios onde for possível, desde que eles não atrapalhem as atividades da holding. “Estamos apostando em novos negócios para a Transpetro”, resumiu Bacci durante o primeiro dia da 17ª Navalshore, no Rio de Janeiro.
O presidente da Transpetro acrescentou que a companhia pode ser um ator importante para apoiar países que estão se desenvolvendo na questão logística. Bacci acredita que acordos desse tipo podem abrir portas em outros países e regiões, inclusive na Margem Equatorial. “Vamos buscar novos clientes no Brasil ou no exterior. Estamos conversando com representantes da Argentina e da Guiana, entre outros países. E já temos clientes privados para operações ship-to-ship e barge-to-ship”, disse no evento.
A Fendercare vem expandindo anualmente sua atuação no Brasil. Nos últimos 12 meses, a empresa realizou operações para três novos clientes e tem perspectivas de iniciar operações com mais cinco novos parceiros nos próximos meses. Além das operações com petróleo, a Fendercare participa de operações envolvendo cargas de GNL. Pioneira na realização de operações ship-to-ship em navegação em AJB, a Fendercare atualmente realiza operações nas áreas autorizadas em Santos e Salvador, para transferência de cargas de petróleo cru e derivados.
A empresa também é fornecedora e representante da Yokohama no país, principal fabricante de defensas e mangotes para operações STS, e fornece equipamentos para as outras empresas que atuam no Brasil. A Fendercare detém décadas de experiência internacional e no Brasil já soma mais de 300 operações ship-to-ship realizadas na modalidade “em navegação” (underway) nos últimos seis anos, em que emprega tecnologia, processos e profissionais capacitados para garantir eficiência e segurança nas operações.
A empresa enxerga um horizonte de crescimento desse tipo de operação nos próximos anos no Brasil. A avaliação é que o país tem potencial para realização de operações STS em todas as suas modalidades, seja atracado, fundeado ou em navegação, a depender das necessidades logísticas e características das embarcações e cargas envolvidas na operação.
Para a Fendercare, a expansão das operações envolvendo unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação (FSRU, em inglês) abastecidas via STS é um exemplo da evolução da atividade no Brasil. “A previsão do aumento na produção de petróleo acarretará, também, o crescimento do volume de operações STS no Brasil, como mecanismo para exportação da produção de petróleo”, destaca o gerente regional da Fendercare, Thiago Ribeiro.
A Vast registrou 123 operações de transbordo de petróleo entre janeiro e julho de 2023, um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado (88 operações). No mês de julho, a Vast alcançou o seu recorde operacional com a performance de 23 operações, movimentando 3,06 milhões de toneladas de óleo, contra 2,09 milhões no mesmo mês do ano anterior. Os números representam um aumento de 44% nesse período, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A expansão dessas operações da Vast está atrelada a renovações, extensões e novos contratos firmados ao longo desse período com as principais operadoras de petróleo que atuam no país. Atualmente, a empresa, player importante no mercado de infraestrutura e movimentação de líquidos, tem cerca de 40% do market share do mercado de transbordo no Brasil, com uma carteira de nove clientes (Petrobras, Galp, Total, Petronas, PRIO, Equinor, Shell, Petrochina e CNOOC).
Na avaliação da Vast, esse cenário evidencia a segurança, sustentabilidade e eficiência das operações de transbordo de petróleo em portos. A empresa destaca que essas operações são realizadas em área abrigada e protegida por quebra-mar, com barreiras de contenção preventivas, suporte da infraestrutura portuária e embarcações de apoio dedicadas. As operações contam ainda com um plano de emergência complexo e atualizado, apoio da praticagem na manobra de navios e controle de emissões atmosféricas. A Vast acrescenta que as operações de transbordo atracado precisam de licenciamento ambiental (EIA/Rima) e contam com fiscalização frequente de órgãos ambientais, o que assegura seu baixo risco ambiental.
Com 25 metros de profundidade, o terminal da Vast está licenciado para movimentar até 1,2 milhão de barris de petróleo por dia. A empresa realiza desde 2016 transbordos de petróleo em águas abrigadas com capacidade para operar navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), que armazenam até dois milhões de barris de óleo cru cada. A instalação dispõe de três berços de atracação, o que garante previsibilidade da operação com baixo downtime, e está localizada próxima dos principais campos produtores de petróleo das bacias de Campos e de Santos.
A Vast vem buscando diversificar seu portfólio de serviços para atender à crescente demanda por infraestrutura para a movimentação de líquidos no Brasil. O objetivo é posicionar a empresa como ator relevante e independente no setor de midstream para movimentação de líquidos. Para alcançar esse objetivo, pretende gerar valor por meio de um portfólio mais amplo de serviços, que combinará operações de dutos e tanques de armazenagem voltados para o mercado de petróleo e demais líquidos.
A empresa desenvolve um projeto Spot, que visa alavancar a infraestrutura logística nacional para movimentação de petróleo ao contemplar a construção de um parque de tanques e oleodutos que serão conectados à rede existente de transporte de petróleo e às refinarias Reduc e Regap. Outro projeto é o Terminal de Líquidos do Açu (TLA), dedicado ao atendimento da demanda do mercado interno para distribuição de derivados de petróleo e biocombustíveis e dimensionado para a movimentação de líquidos com menor pegada de carbono. De acordo com a Vast, o terminal tem o potencial de se tornar um hub de fornecimento de combustíveis marítimos.
Em julho de 2022, o Porto Sudeste (RJ) iniciou operações double banking (atracadas), consolidando uma oportunidade identificada alguns anos antes. Na época, já havia no mercado projeções de aumento da produção nos campos do pré-sal até 2030. “Percebemos que estava sendo feito um investimento forte que geraria aumento na produção do pré-sal”, conta o diretor de sustentabilidade e relações institucionais do Porto Sudeste, Ulisses Oliveira.
A demanda principal tem sido o óleo cru extraído das plataformas e transferido do navio aliviador para o navio que levará o insumo para exportação. Oliveira lembra que, há alguns anos, foi feita a opção de o país ser mais exportador do que refinador, mas acredita que a atividade pode ser muito expandida para atender às refinarias do país. “Existe um forte caminho para desenvolvimento do mercado interno se investirmos mais no refino e dependendo da infraestrutura que se faça em refino”, observa Oliveira.
Ele também enxerga potencial quando pensa que o país não tem infraestrutura totalmente pronta para a demanda crescente de operações. Destaca que o petróleo já é a terceira maior commodity movimentada no país, atrás do minério de ferro e da soja. “Com esse aumento, a infraestrutura portuária passa a ser determinante”, analisa. O ship-to-ship, segundo o diretor, foi importante para consolidar o Porto Sudeste como terminal multicargas.
Para o porto, a operação atracada no terminal tem como diferenciais a estrutura de segurança e o controle ambiental mais dedicados. Uma das vantagens do empreendimento, segundo Oliveira, é a proximidade com a Bacia de Santos, onde estão os campos de maior produção do pré-sal. “O Porto Sudeste tem posição privilegiada, com águas abrigadas e condições meteoceanográficas favoráveis. Acabamos tendo maior disponibilidade de janela operacional”, afirma Oliveira.
O diretor de sustentabilidade e relações institucionais do Porto Sudeste diz que os investimentos da empresa para a etapa inicial das operações double banking foram aplicados em equipamentos, controle e qualificação de pessoal. A licença do Porto Sudeste, que tem oito anos de operação, prevê a possibilidade de o terminal dobrar a capacidade instalada atual de 50 milhões para 100 milhões de toneladas. As operações atuais do terminal giram em torno de 20 milhões de toneladas. A configuração é um berço dedicado ao double banking e outro para granéis sólidos.
O terminal de granéis sólidos atendeu a mais de 20 novas condicionantes para incorporar atividades com granéis líquidos no perfil de cargas. Além do centro de emergência ao lado do píer, o terminal conta com mais de dois quilômetros de barreiras de contenção. Oliveira percebe que algumas international oil companies (IOCs) preferem atividades atracadas por entenderem que a modalidade tem mais lastro de segurança e controle ambiental, compatível com práticas ESG (socioambientais e de governança).
A Safe STS, com base na Inglaterra, tem 13 anos e está próxima de iniciar as operações na costa brasileira. A empresa já atuou na transferência de mais de 600 milhões de barris, sem acidentes com derramamento de óleo, e está presente em regiões como: Reino Unido, Japão, na África, no Uruguai e em Trinidad e Tobago. Desde 2018 no Brasil, a Safe STS se equipou e obteve licenças e autorizações da ANP, do Ibama e da Marinha para operação na área de Santos.
“Devemos começar as operações no Brasil a qualquer momento. Temos conversado com clientes globais e estamos negociando contratos no Brasil”, conta o diretor comercial da Safe STS do Brasil, Marcello Araújo. A empresa entende que o STS navegando (underway) é a opção mais viável por ser mais barata, rápida e com impacto menor. A avaliação é que navios grandes podem ser mantidos fora da costa, com pronta resposta a emergências, mesmo afastados da zona costeira.
A Safe STS também lançou um acoplamento de desengate rápido de emergência, desenvolvido junto com a Gall Thomson. O PTX (Protected Transfer System) permite o desengate de mangote que faz a conexão entre navios em milissegundos. A solução já foi apresentada à Marinha do Brasil em evento da autoridade marítima realizado no ano passado. A Safe STS também trabalha no projeto TVB (Transfer via Buoy), já apresentado à Marinha e ao Ibama. O projeto, patenteado pela empresa, está em fase de licenciamento. O TVB consiste na transferência de petróleo via monoboia sem tubulação de superfície.
Araújo explica que, como a monoboia não está atrelada ao pipeline ligado à costa, ela pode ficar mais próxima dos locais de exploração (FPSOs). “Significa que se tem praticamente um terminal offshore e se pode maximizar a utilização dos navios DP (shuttle tanker), reduzindo a pegada de carbono”, compara. Ele diz que o consumo de combustível desses navios em uma viagem para um terminal na costa é maior do que os deslocamentos com uma monoboia próxima a um campo como Tupi e Búzios. Além disso, as janelas de operação nesse projeto são maiores em comparação ao STS underway.
O diretor da Safe STS do Brasil destaca que o objetivo é conseguir viabilizar o mais rápido possível o licenciamento do projeto para fazer a colocação da primeira monoboia no Brasil. “Estamos com grande expectativa de curto prazo para operações STS navegando e estamos avançando bastante com o licenciamento nosso”, afirma. A Safe STS, que já opera no Uruguai e em Trinidad e Tobago, acompanha a evolução na região da Guiana e enxerga um grande potencial no Brasil. “Estamos a par que o STS hoje no Brasil é muito ligado aos terminais, mas entendemos que nosso foco é mais para parte dos grandes volumes para exportação”, detalha Araújo.
O foco da empresa está na exportação, onde operam grandes navios VLCCs na modalidade underway e nas operações com monoboias. Araújo acredita que existe mercado tanto para operadores de terminais quanto para empresas que realizam o ship-to-ship fora da área de atracação. Ele acredita que há concorrência, porém existe espaço para praticar os transbordos em suas diferentes modalidades. “Quando o STS atingir volumes maiores, o mercado vai se dividir”, projeta Araújo.
A Safe STS projeta que a monoboia será uma solução importante para o Brasil por se tratar de um dos poucos países com uso intensivo do shuttle tanker (navio DP). Araújo diz que a barreira de contenção não é necessária porque a monoboia fica ancorada offshore. O navio de exportação (VLCC) chega e atraca na monoboia, com um rebocador de apoio. Na sequência, vem o navio que vai ficar em modo DP ao lado do navio que está atracado na monoboia, a cerca de 150 metros de distância. Conforme o bombeio vai sendo realizando e o navio rotaciona ao redor da monoboia, o navio DP acompanha por sistema de telemetria. A embarcação de apoio fará a conexão dos dois navios, utilizando acoplamento de desengate rápido.
Araújo ressalta que o óleo exposto será somente o dos mangotes de offloading. “Agrupamos tecnologias existentes num modo novo de fazer STS, mas a tecnologia de cada parte, exceto acoplamento, são tecnologias já existentes — monoboia, mangote de offloading e DP (posicionamento dinâmico) ao lado do navio de exportação”, elenca Araújo. “Hoje, vemos eventos climáticos cada vez mais extremos, e terminais ao longo da costa vêm sofrendo com isso, mesmo em terminais abrigados. Tem um ganho de previsibilidade de operação nesse tipo de equipamento”, aponta Araújo.
No Brasil, a AET vem crescendo desde 2010, atendendo clientes no país e no Uruguai. A empresa fornece serviços de transporte convencional, realiza transferências ship-to-ship especializadas e opera navios-tanque de posicionamento dinâmico (DPST) para clientes que atuam em instalações de produção offshore na Bacia do Brasil. “A AET entrou no mercado de DPST no Brasil em 2012 com dois navios-tanque e nos tornamos um player líder com um total de 13 DPSTs operando no Brasil hoje”, destacou a empresa em nota. Em 2022, a AET recebeu seis DPSTs de segunda geração e desenvolveu a frota de DPSTs no Brasil em parceria com seus clientes — Petrobras e Shell.
A empresa é uma das principais proprietárias e operadoras globais de transporte marítimo e ativos especializados. A frota atual conta com mais de 60 navios e inclui 10 unidades movidas a GNL de combustível duplo compreendendo três VLCCs de combustível duplo, com mais dois a serem entregues ainda este ano, três Aframaxes de combustível duplo e dois navios-tanque de posicionamento dinâmico de combustível duplo.
“A introdução desses navios ecologicamente corretos e nosso desenvolvimento contínuo de embarcações com emissão zero é consistente com o compromisso da AET em fornecer mais energia com menos emissões, apoiando a demanda dos clientes e a necessidade mundial de segurança energética”, ressalta a empresa.
A AET afirma que as embarcações são construídas para atender às necessidades específicas dos clientes e são projetadas para incorporar uma gama de soluções ecoeficientes para otimizar o desempenho e operar da forma mais eficiente possível. “Ao longo dos anos, expandimos e desenvolvemos soluções de logística marítima que atendem às suas necessidades imediatas e de longo prazo aqui no Brasil”, destaca a AET.
A empresa atuou em mais de 15 mil transferências ship-to-ship no Golfo dos Estados Unidos e continua a crescer na América Latina. Um dos diferenciais, segundo a AET, é a qualificação dos mestres de atracação e da tripulação, que realizaram mais de 500 operações de transbordo na América Latina por mais de 10 anos.
A AET expandiu a infraestrutura de suporte para melhor atender aos clientes na região e mudou para um novo escritório no Rio de Janeiro, no início do ano. Uma das razões foi a crescente presença da companhia e do Grupo MISC no Brasil. “Temos orgulho da nossa equipe formada por colegas brasileiros e internacionais. Além disso, nossos DPSTs são operados por tripulações altamente treinadas, incluindo também marítimos brasileiros e internacionais”, salienta a AET.
A empresa considera as parcerias importantes e acrescenta que está empenhada em fornecer aos clientes os melhores serviços possíveis e construir embarcações mais ecológicas e menos poluentes. “Estamos ansiosos para continuar trabalhando e colaborando com todas as partes interessadas, enquanto continuamos investindo em inovação para cumprir nossas metas de sustentabilidade a longo prazo”, projeta a AET.
Fonte: Revista Portos e Navios