A maior feira de logística portuária da America Latina, a Intermodal Soth America, tem trazido à tona muitos debates importantes sobre o setor, mas também muitas novidades positivas. Entre elas está a Brado, que anunciou na feira a inovação na operação ferroviária na Norte –Sul com o vagão double stack e contêiner de 50’.
Segundo Alan Fuchs, presidente da Brado, há muito potencial na Norte-Sul e a companhia espera ser o primeiro operador intermodal ferroviário a atuar no modelo de concessão horizontal no Brasil.
Neste modelo proposto pelo Governo, a ferrovia Norte-Sul deixa de ser explorada no modelo tradicional e inicia no modelo open access, quando todos os operadores podem circular pelas linhas dos demais operadores. Nesta operação a Brado vai transportar contêineres por 1600km na malha ferroviária, que liga Imperatriz/MA até Anápolis/GO, com parte sob concessão da VLI e outro trecho pela Valec. A Brado fará a operação de Manaus até São Paulo usando três modais: o fluvial, com barcaças da Zona Franca até Belém/PA; o rodoviário, de Belém ao terminal intermodal rodoferroviário da Brado em Imperatriz/MA; e o ferroviário, até o porto seco de Anápolis/GO. Depois, as cargas seguem de caminhão, novamente, até a distribuição em São Paulo.
Além dela, a TCP Log afirmou que já é responsável por aproximadamente 85% das movimentações de carga de projeto no Porto de Paranaguá. Segundo Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP, o terminal movimentou em média 10 mil toneladas de Carga Projeto por mês este ano e é responsável pela gestão e operação logística portuária de grandes equipamentos importados de países da Ásia, Europa, América do Norte, entre outros, por fábricas que estão se instalando em solo brasileiro.
A TAP Cargo, que também participa da feira, anunciou ainda seu crescimento em 2014, de 31% no Brasil. Para a companhia o segundo semestre foi determinante para a evolução positiva do negócio. A companhia fechou o ano com mais 6,2% de carga transportada (em tonelagem). 85.050 Toneladas de carga e correio.
Na oportunidade, a Modern Logistcs, que também atua no modal aéreo apresentou seus planos, que incluem um investimento de R$ 12 milhões em arrendamento de aeronaves, que começam a operar em julho. O objetivo é atender apenas o transporte de cargas e, junto com seus centros de distribuição, localizados em Manaus, Recife e Jundiaí, entregar as cargas de ponta a ponta, com parcerias que atendam os clientes por meio de caminhões para chegar até os centros. Segundo o diretor comercial Alberto Febeliano, a companhia, ainda não pensa em ampliar a intermodalidade para os modais ferroviário e aquaviário, mas eles se mantém atentos às possibilidades. Para ele, a empresa poderá, hoje, por exemplo, entregar mercadorias farma em lugares do País que, atualmente, não recebem medicamentos por falta de logística. “Na atual realidade, não temos concorrentes diretos e nossa receita para darmos início às operações foi inventar uma forma de fazer logística à brasileira”, disse.