
A Enauta está avaliando desenvolver o campo de Oliva juntamente com a Fase 2 de Atlanta, afirmou Pedro Medeiros, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, em teleconferência sobre os resultados do 3T23, realizada nesta segunda-feira (13). Segundo o executivo, o desenvolvimento conjunto permite sinergias operacionais e logísticas, podendo, até mesmo, antecipar o primeiro óleo de Oliva.
“Queremos avaliar o potencial de Oliva para ver qual seria o melhor modelo de desenvolvimento do campo. Estamos avaliando se vai ser por tie-back ou uma unidade stand-alone”, complementou Décio Oddone, CEO da Enauta, durante a teleconferência. O FPSO Petrojarl I, do Sistema de Produção Antecipada (SPA) de Atlanta, é uma das opções da Enauta para essa unidade em Oliva.
“Mas ele [Petrojarl I] é apenas uma opção entre tantas outras. Não estamos fechando as portas para nenhuma outra opção”, destacou Carlos Mastrangelo, diretor de Operações da Enauta. De acordo com o executivo, o sistema piloto em Oliva será bem simples, com dois poços, para que seja desenvolvido o mais rápido possível.
“Se tudo ocorrer como a gente espera, com a decisão de investimento da Fase 1 de Oliva no quarto trimestre de 2024, podemos ter o primeiro óleo de Oliva no início de 2027”, completou Mastrangelo. Em relação ao capex, a companhia estima investir US$ 20 milhões em Oliva até o ano que vem.

O campo de Oliva está localizado na Bacia de Santos, assim como o campo de Atlanta, e ambos são operados pela Enauta com 100% de participação. A companhia ainda possui uma participação não operada de 45% no campo de Manati, na Bacia de Camamu, e um portfólio exploratório composto por blocos nas bacias de Sergipe (8), Paraná (4), Espírito Santo (2), Pará-Maranhão (2), Alagoas (1) e Foz do Amazonas (1).
No terceiro trimestre deste ano, a Enauta registrou uma receita líquida de R$ 96 milhões, representando uma queda de 77% ante o trimestre anterior (R$ 420 milhões), causada pelo impacto da parada de produção no campo de Atlanta, que retornou no último dia 5. A companhia reportou um prejuízo de R$ 272 milhões no 3T23, diferente do lucro de R$ 41 milhões visto no 2T23.
Fonte: Revista Brasil Energia