De acordo com o CEO da Enauta, Décio Oddone, as empresas estão, no momento, no processo de conclusão da diligência, cujo prazo vai até o mês que vem

A Enauta e a 3R Petroleum devem chegar a uma conclusão acerca da possível combinação em junho deste ano, afirmou o CEO da Enauta, Décio Oddone, em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre de 2024 da companhia, realizada nesta terça-feira (7). As empresas estão, no momento, no processo de conclusão da diligência, cujo prazo vai até o mês que vem.
“Os próximos passos seriam a conclusão da diligência, a finalização da estruturação do negócio e a submissão para aprovação dos acionistas das duas empresas. E, se for aprovado, passar para a fase de aprovação no Cade e para a conclusão da transação”, explicou Oddone, que vê uma complementaridade entre os portfólios da Enauta e da 3R. “É uma combinação única entre empresas brasileiras, e com uma perspectiva de crescimento não somente no curto mas também no médio e longo prazo”, continuou o CEO da Enauta.
A combinação de negócios entre Enauta e 3R foi sugerida pela Enauta em comunicado divulgado no início de abril deste ano, com o objetivo de criar “uma das principais e mais diversificadas empresas independentes de petróleo e gás na América Latina”, segundo a Enauta. A transação prevê que a Enauta seja incorporada pela 3R.

Fonte: Enauta
Westlawn
Oddone também comentou a assinatura, em março deste ano, de um contrato de compra e venda para que a Westlawn Americas Offshore (WAO) adquira 20% de participação no BS-4, área que inclui os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos. O fechamento da transação ainda depende de algumas aprovações, como a autorização da ANP.
De acordo com o presidente da Enauta, a parceria com a Westlawn agrega recurso, conhecimento e reduz risco, e tudo isso é desejável nesse tipo de projeto. “Se a gente vai, a partir dessa parceria, evoluir para outras transações, veremos. A gente tem sempre oportunidade de fazer movimentos, e muitas vezes os movimentos são feitos em parceria, e ter uma companhia com o perfil dos executivos da Westlawn, com a capacidade financeira e conhecimento que eles têm, nos dá opcionalidade”, explicou Décio.
Atlanta Fase 1, Atlanta Fase 2 e Oliva
Em relação à Fase 1 do Sistema Definitivo (SD) de Atlanta, a estimativa é que o FPSO Atlanta chegue à locação no sábado (11), afirmou Carlos Mastrangelo, diretor de Operações da Enauta, durante a teleconferência. Já a operação de ancoragem deve ser iniciada entre maio e início de junho.
Em relação à Fase 2 de Atlanta e o campo de Oliva, a expectativa é que a decisão final de investimento (FID, na sigla em inglês) seja tomada ainda neste ano, uma vez que a ideia é desenvolvê-los juntos. “Fazê-los simultâneos gera sinergia e ganho de escala – tanto em sonda, para a campanha de perfuração, quanto em suprimento de materiais”, disse Mastrangelo.
O projeto inicial para a Fase 2 de Atlanta prevê entre dois a três poços que serão conectados ao FPSO Atlanta, que já está adaptado para receber esses novos risers. A Enauta está, no momento, decidindo acerca do sistema de bombeio da Fase 2 do campo.
Já o projeto para Oliva prevê um Sistema Antecipado de Produção (SPA) com dois poços para conhecer o reservatório. A realocação do FPSO Petrojarl I, que faz parte do SPA de Atlanta, faz parte das opções da Enauta para o desenvolvimento de Oliva.
Resultados e produção
A Enauta reportou uma receita de R$ 816 milhões no 1T24, representando um aumento de 91% ante a receita do 4T23 (R$ 427 milhões). Já o lucro líquido foi de R$ 209 milhões, 207% maior ante o lucro líquido visto no quarto trimestre de 2023 (R$ 68 milhões).
Já a produção totalizou uma média de 25,5 mil boed no 1T24, 66% maior ante o 4T23 (15, 3 mil boed).
Fonte: Revista Brasil Energia