
A Enauta está revisitando áreas adjacentes ao campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos, para avaliar se justifica perfurações adicionais, segundo disse o CEO da companhia, Décio Oddone, ao PetroleoHoje. No radar da empresa estão a avaliação da região Norte de Atlanta e do campo de Oliva. Além disso, a petroleira aposta na busca por gás natural na Bacia do Paraná.
A existência de um reservatório no Norte de Atlanta foi testada neste ano e o resultado foi positivo. Ao mesmo tempo, a Enauta trabalha para viabilizar o desenvolvimento de Oliva, descoberto no passado pela Shell, mas ainda sem declaração de comercialidade.
Caso seja confirmada a viabilidade de Oliva, o passo seguinte será definir a estratégia tecnológica para a área. As opções analisadas são contratar um FPSO dedicado ao campo ou interligar sua estrutura ao FPSO Atlanta (com 50 mil barris por dia de capacidade), que está sendo adaptada em Dubai e vai iniciar operação em 2024.
Já a Bacia do Paraná “é uma aposta”, segundo Oddone. O custo para explorá-la é baixo, ao mesmo tempo que, caso seja confirmada a presença de gás natural na área, a expectativa de retorno é alta. Isso porque já existe na região um mercado consumidor desenvolvido – como o setor agrícola do Mato Grosso do Sul e Goiás. Outra opção de mercado é despachar o gás via Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).
Adquirido pela Enauta e Eneva no leilão de oferta permanente de 2020, o ativo da Bacia do Paraná tem características geológicas semelhantes às encontradas pela Eneva no Maranhão. O plano, no entanto, não é repetir o modelo adotado no Norte, de agregar geração elétrica à produção de gás.
O sucesso do projeto depende, no entanto, da realização de estudos sísmicos, previstos para acontecer em 2024 e 2025. “Se encontrarmos, abriremos uma fronteira nova enorme de gás natural convencional no Brasil. A expectativa é boa e o custo é baixo. Qualquer gás encontrado é bom, pela localização da área”, disse o executivo.
Fonte: Revista Brasil Energia