unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 20/05/10

Encomendas dos 49 navios da Transpetro

Dos 49 navios constantes dos dois primeiros planos de modernização da Transpetro, 46 já tiveram seus contratos assinados com os estaleiros – embora em alguns casos, os estaleiros ainda não tenham obtido crédito do BNDES/Fundo de Marinha Mercante. Faltam três navios para concluir a fase de contratação dos Promefs I e II e o presidente da Transpetro, Sergio Machado, espera encerrar essa fase até o fim de junho.

Em relação à disputa entre a prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes, para saber onde ficará o Promar Ceará – que já tem encomendas de US$ 536 milhões, para oito navios de gás – Machado deu prazo até o fim de maio. E Ariovaldo Rocha, sócio do Promar Ceará, declarou que, em caso de problemas, o plano B é fazer o estaleiro em Pernambuco, próximo ao Atlântico Sul. Os acionistas e o governador querem fincar as bases em Titanzinho e a prefeita opta por Iracema, a 6 km do local inicialmente escolhido.

Embora cearense, declarou Machado:

– Os navios têm de ser feitos no Brasil. Não necessariamente no Ceará.

Aço

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, ficou especialmente contente ao conseguir comprar mais uma partida de aço da Usiminas, anunciada no último dia 13.

Antes, ele havia se queixado dos preços nacionais. Afirmou que o aço não poderia matar a construção naval e citou que, em uma das concorrências para compra do produto, com participação de 15 empresas, de oito países, os brasileiros ficaram em último lugar. Destacou que o preço era para entrega no Brasil, ou seja, mesmo arcando com fretes, os estrangeiros continuavam à frente das usinas nacionais de aço.

A Transpetro e os estaleiros se sentem constrangidos de comprar aço no exterior, pois a construção naval, embora competitiva com europeus, é, obviamente, mais onerosa em comparação com os asiáticos. Ao importar aço, Transpetro e estaleiros podem ser arguidos pela cúpula governamental, quanto a se bancar navios nacionais e não aço nacional – apesar do preço mais alto. Assim, a recente compra de 7,7 mil toneladas de chapas de aço da Usiminas vem a calhar para estaleiros e Transpetro, em termos de coerência com a política de Lula de prestígio ao mercado interno.

Esse aço será utilizado pelo Estaleiro Mauá, localizado em Niterói (RJ), que está construindo quatro navios de produtos derivados de petróleo para o programa. O primeiro deles será lançado ao mar e batizado no dia 10 de junho. Este será o segundo lançamento para a Transpetro este ano, após o evento pioneiro em Pernambuco.

Participaram da licitação nove usinas siderúrgicas de cinco países. Com o resultado, a Usiminas já soma 40 mil toneladas de aço a serem utilizadas na construção dos navios do Promef. Este montante representa 32% do total de chapas compradas para o programa até o momento, que atinge 123,6 mil toneladas. No total, os 49 navios da Transpetro vão demandar 680 mil toneladas de aço.

– O resultado desta licitação sinaliza o começo de uma nova era na relação entre a Usiminas e a Transpetro, justamente no momento da retomada da indústria naval brasileira”, avalia o presidente da Transpetro, Sergio Machado.