As encomendas para novos porta-contêineres – que declinaram 21% em relação ao ano anterior – estão retornando a níveis normais neste ano, de acordo com relatório da BIMCO, associação independente ligada ao setor marítimo.
Segundo o estudo, o baixo nível de pedidos fez a relação entre a carteira de encomendas e a frota cair para 28%, percentual que era o valor médio até a explosão de encomendas observada ao final de 2003. A relação encomendas/fota alcançou o nível mais alto em novembro de 2007, em 61%. O fato desta relação agora estar normalizada indica que os armadores podem considerar novamente efetuar encomendas, se possível em um ritmo moderado, afirmou a BIMCO.
O cuidado para a aquisição de novas embarcações, segundo a associação, deve ser levado em conta pelo excesso de capacidade causado pelas novas entregas nos últimos anos, aliado ao arrefecimento da demanda resultante da crise global. O equilíbrio foi atingido com a implantação do slow-steaming e deixando parte da frota ociosa, mas a tonelagem permanece abundante, diz o relatório.
A BIMCO espera que 1,6 milhão de Teus (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em capacidade seja adicionado em 2011, o que é considerado um ritmo normal de encomendas, com os armadores antecipando uma retomada do consumo nos EUA e Europa que impulsione a demanda por espaço em embarcações.