Companhia apresentou à ANP a Declaração de Comercialidade da descoberta de Colinas, nos blocos PN-T-102A e PN-T-103. Foi solicitado à agência reguladora que a acumulação receba o nome de Gaviãozinho

A Eneva apresentou à ANP a Declaração de Comercialidade da descoberta de Colinas, nos blocos PN-T-102A e PN-T-103, localizados na Bacia do Parnaíba, informou a companhia em comunicado divulgado na quarta-feira (21). Foi solicitado à agência reguladora que a acumulação de Colinas receba a denominação de Gaviãozinho.
A referida área de desenvolvimento será denominada “campo” após a aprovação do Plano de Desenvolvimento (PD) pela ANP. A partir da Declaração de Comercialidade, a companhia tem até 180 dias para apresentar o PD à agência reguladora.
Ao total, foram adquiridos 877,5 km de linhas sísmicas 2D e perfurados sete poços dentro do ring fence, sendo o poço descobridor 1-ENV-44-MA. Outros cinco poços foram perfurados: 1-ENV-42-MA, 3-ENV-53-MA, 3-ENV-56A-MA, 3-ENV-59-MA e 4-ENV-55-MA (sendo um poço exploratório pioneiro, três poços exploratórios de extensão e um poço exploratório pioneiro adjacente, respectivamente).
A estimativa total de gas-in-place (VGIP) de acumulação varia entre 2,23 bilhões de m³ (P90), 3,00 bilhões de m³ (P50) e 3,98 bilhões de m³ (P10).
O PN-T-102A foi adquirido pela Eneva com 100% de participação no 1º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), realizado em 2019. O vencimento da fase exploratória do bloco está previsto para 14 de maio de 2028. Esse bloco já deu origem a dois campos: Gavião Belo e Gavião Mateiro, em 2021 e 2022, nesta ordem, ambos em desenvolvimento.
Já o bloco PN-T-103 foi adquirido pela Parnaíba Gás Natural (65%) – que foi integrada à Eneva em 2018 – em parceria com a Eni (35%) na 13ª Rodada de Licitações da ANP, realizada em 2015. O bloco, no entanto, foi devolvido à ANP no dia 22 de dezembro de 2025.
Gaviãozinho foi a 13ª área declarada comercial na Bacia do Parnaíba pela Eneva. A companhia é operadora de 14 campos de gás – sendo oito em produção e seis em desenvolvimento, todos na Bacia do Parnaíba, com exceção dos campos de Azulão e Tambaqui, que estão localizados na Bacia do Amazonas.
Fonte: Revista Brasil Energia