
A Eneva informou, em comunicado na terça-feira (22/3), que realizou uma oferta vinculante de compra do Polo Bahia Terra, desinvestimento da Petrobras, em conjunto com a PetroReconcavo.
“A efetiva realização da potencial aquisição, assim como seus termos e condições, montante envolvido, a estrutura final da operação do ativo entre a Companhia e a PetroReconcavo, estão sujeitas à aceitação da oferta pela Petrobras (…) bem como a satisfação de determinadas condições precedentes típicas de operações dessa natureza, em especial, a aprovação do Cade e da ANP, dentre outros fatores”, explicou a Eneva no comunicado.
O Polo Bahia Terra é formado por 28 concessões de produção terrestres: Araçás, Buracica, Canário da Terra, Canário da Terra Sul, Cantagalo, Cidade de Entre Rios, Fazenda Alvorada, Fazenda Azevedo, Fazenda Bálsamo, Fazenda Boa Esperança, Fazenda Imbé, Fazenda Panelas, Guritã, Guritã Sul, Jandaia, Lamarão, Leodório, Malombê, Mandacaru, Massapê, Riacho da Barra, Riacho Ouricuri, Rio da Serra, Rio do Bu, Rio Itariri, Rio Sauípe, Tangará e Taquipe, localizados nas bacias do Recôncavo e Tucano.
Também estão incluídos dois parques de estocagem e movimentação de petróleo (Parque Recife e Parque São Sebastião) com toda a infraestrutura de recebimento, armazenamento e escoamento do petróleo para a Rlam (hoje refinaria de Mataripe, operada pela Acelen). O negócio contempla ainda a UPGN de Catu, capacitada para processar até 2 milhões de m³/dia de gás.
O teaser do ativo foi lançado em novembro de 2020, e a fase vinculante iniciada em março do ano passado. Em outubro de 2021, o PetróleoHoje informou que a Aguila Capital era o preferencial bider processo, com proposta de US$ 1,9 bilhão. No entanto, as negociações não avançaram.
Fonte: Revista Brasil Energia