unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 15/08/22

Eneva espera retomar negociações do Polo Bahia Terra no 3T22

FPSO Petrojarl I no campo de Atlanta
FPSO Petrojarl I no campo de Atlanta (Créditos: Linkedin da Enauta)

Enauta está negociando com a Shell a extensão do contrato de venda de petróleo do campo de Atlanta, informou o CEO da companhia, Décio Oddone, em teleconferência realizada com investidores na sexta-feira (12). O executivo explicou que a extensão de vida do Sistema de Produção Antecipada (SPA) de Atlanta possibilitou a negociação deste novo contrato entre as companhias.

“Nós tínhamos uma expectativa de paralisar a produção em Atlanta no início de 2023 e, por conta disso, o contrato de venda de petróleo também tinha essa duração. Nós estamos nos ‘finalmentes’ da discussão sobre a assinatura de um novo contrato, que vai cobrir o período complementar da vida do SPA do campo e, assim que tivermos uma definição, comunicaremos ao mercado”, afirmou Oddone na apresentação. O contrato com a Shell foi assinado em outubro de 2015.

Ainda sobre Atlanta, o diretor de Produção, Carlos Mastrangelo, informou que o terceiro poço do SPA entrará em produção no final de setembro, e que o quarto poço deverá ser perfurado no quarto trimestre deste ano, com início de produção previsto para 2023. “A partir do início do ano que vem, teremos quatro poços em Atlanta. Como o Petrojarl I funciona por meio de um sistema de interligação de três poços, teremos um sistema de bombeio reserva para suportar a produção deste quarto poço”, completou Oddone.

No momento, o campo de Atlanta está passando por uma parada programada, com o objetivo de acolher as exigências administrativas do Ministério do Trabalho e aprontar o FPSO Petrojarl I para a recertificação. O documento possibilitará a extensão contratual e a operação contínua da produção até a entrada do Sistema Definitivo (SD) de Produção, cujo primeiro óleo está previsto para meados de 2024.

Ao longo de 2020 e 2021, o campo da Bacia de Santos passou por três paralisações de produção, motivadas por problemas na separação entre água e óleo na plataformaproblemas de corrosão nos aquecedores de óleo e por uma possibilidade de vazamento em um dos aquecedores de óleo do FPSO. Em 2022, houve mais uma paralisação, visando um pequeno reparo numa linha de produção na superfície.

Além de Atlanta (100%), o portfólio da Enauta é composto pelo campo de Manati (45%), na Bacia de Camamu, e pelos blocos exploratórios de Foz do Amazonas (FZA-M-90), Pará-Maranhão (PAMA-M-265 e 337), Sergipe-Alagoas (SEAL-M-351, 428, 430, 501, 503, 505, 573, 575 e 673; com 30% de participação), Camamu (CAL-M-372; com 20%), Espírito Santo (ES-M-598 e 673; com 20%) e Paraná (PAR-T-86, 99, 196 e 215; com 30%).

Especificamente sobre os blocos de Sergipe, a Enauta informou, via assessoria de imprensa, que não há planos de perfuração no SEAL-M-428 até que os estudos conduzidos pela ExxonMobil, operadora do ativo, sejam concluídos. Os estudos visam avaliar o potencial desses blocos, tendo em vista que o poço perfurado nele não constatou a presença de hidrocarbonetos, conforme comunicado pelo consórcio em março deste ano.

A companhia teve uma receita líquida de R$ 721 milhões no segundo trimestre deste ano, representando um aumento de 106% ante o mesmo período no ano passado (R$ 349 milhões). O lucro líquido reportado foi de R$ 280 milhões, sendo um decréscimo de 55% ante o lucro líquido do segundo trimestre de 2021 (R$ 635 milhões).

Fonte: Brasil Energia