Projeto prevê abastecimento de termelétrica em Roraima com o gás natural produzido no campo
A Eneva iniciou a construção do terminal de liquefação do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas. O projeto integrado prevê ainda a instalação de uma unidade de tratamento de gás e a construção de uma termelétrica no município de Boa Vista, em Roraima, que receberá o gás produzido no ativo.
A cerimônia de abertura da obra foi realizada no município de Silves (AM) e teve a presença do ministro do MME, Bento Albuquerque, do diretor da ANP, Décio Oddone, do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do CEO da Eneva, Pedro Zinner, entre outros. Durante o evento, o ministro do MME afirmou que o empreendimento está dentro do Novo Mercado de Gás.
“O compromisso que temos não é só de fornecer energia mais barata, mas também de permitir que o gás natural se torne realidade com o desenvolvimento sustentável e a reindustrialização do Brasil. Cerca de 70% da nossa indústria depende do gás e nós vamos fornecer isso”, disse Albuquerque.
A ideia da Eneva em Azulão é replicar o modelo reservoir-to-wire (do reservatório ao poste – R2W), assim como foi feito no Complexo do Parnaíba. Com isso, o gás produzido no campo irá abastecer a termelétrica Jaguatirica II, que será instalada pela companhia em Boa Vista (RR). A previsão é que a térmica leve dois anos para ser construída, e que as entregas se iniciem em 28 de junho de 2021.
O investimento no projeto integrado foi de R$ 1,8 bilhão, e a previsão de faturamento anual mínimo é de R$ 2,7 bilhões. A termelétrica foi contratada pela Eneva em maio deste ano, pelo leilão de geração de energia promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Já o campo de Azulão foi adquirido pela companhia no ano passado, após o pagamento de US$ 56,5 milhões para a Petrobras. O ativo tem três poços perfurados, sendo dois produtores e um injetor, e reserva estimada em 3,6 bilhões de m³ de gás natural em reservatórios areníticos, com alta pressão estática e boa porosidade.
Fonte: Revista Brasil Energia