
A ANP aprovou, nesta terça-feira (26/7), a revisão do plano de desenvolvimento do campo de Gavião Caboclo, localizado na Bacia do Parnaíba. O PD prevê a perfuração de um novo poço produtor para o ano de 2023. A Eneva opera com 100% de participação.
A área de desenvolvimento do campo é de 46 km². Sua produção teve início em 2017, enquanto o pico de produção ocorreu em 2019, quando o ativo atingiu 8 m³/dia, aproximadamente. O último registro foi de 0,01 m³/dia de condensado e cerca de 29 mil m³/dia de gás natural não associado. Não houve registro de produção de água.
A revisão do PD foi motivada pela devolução parcial da área de desenvolvimento do campo, que resultou na área remanescente com valor citado. Este foi aprovado pela diretoria colegiada em julho de 2020. Nisso, a diretoria determinou que se perfurasse um novo poço até o final de 2023. Caso a empresa não cumprisse, o ring fence estava sob pena de iniciar o processo de redução.
Até o momento a Eneva perfurou nove poços, e a Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP) verificou que ainda há margem para implementar um PD complementar. Este, portanto, será realizado no período de 2023 a 2025. O plano consistirá na construção da estação de produção de Gavião Caboclo e na instalação de seu sistema de compressão. Além disso, há a perfuração de um novo poço produtor ao norte da acumulação do poço 4-UPGN-40010-MA, com investimentos de aproximadamente R$ 93 milhões.
As atividades aprovadas anteriormente para o campo mais estas irão resultar em produções acumuladas de 4.862 milhões de m³ de gás natural não associado e de 0,028 mil m³ de condensado. Os fatores de recuperação finais previstos são de 91% e 90,3%, respectivamente. Esses valores são estimados para 2028, ano em que a Eneva prevê o encerramento do campo, por atingir o limite técnico-econômico.
O descomissionamento do campo deve ocorrer, de acordo com o PD, em 2029, um ano após a produção ter atingido o limite ao custo estimado de R$ 18,73 milhões.
A área técnica concluiu que tanto o projeto já estabelecido quanto o complementar são adequados à realidade do campo. Por isso, decidiu-se pela aprovação da revisão do plano de desenvolvimento.
Ao todo, a Eneva opera 25 blocos exploratórios, dos quais 17 estão localizados na Bacia do Parnaíba. A companhia tem ainda cinco campos produtores (Gavião Real, Gavião Vermelho, Gavião Branco, Gavião Caboclo e Gavião Azul) e quatro em desenvolvimento (Gavião Preto, Gavião Branco Norte, Gavião Tesoura e Gavião Carijó), além de Azulão, no Amazonas.
Fonte: Revista Brasil Energia