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Clippings - 25/05/22

Eneva possui mais área exploratória por km² do que a Petrobras


Créditos: Eneva

Eneva ultrapassa a Petrobras na quantidade de área por km² de blocos operados pela companhia, com um total de 63 mil km² em comparação com os 52 mil km² da estatal, segundo dados do Painel Dinâmico da Fase de Exploração da ANP. No entanto, a Petrobras opera mais que o dobro de blocos (63) em relação à Eneva (24).

Dos 63 blocos operados pela Petrobras, 62 estão localizados no mar, enquanto apenas um – o PAR-T-175, na Bacia do Paraná – está localizado em terra. Esse bloco onshore faz parte do plano de desinvestimentos da petroleira, estando em fase vinculante, estando de acordo com a estratégia da estatal em sair do onshore brasileiro e focar suas atividades em águas profundas e ultraprofundas.

Dos blocos localizados no ambiente marítimo, a maioria (12) está situado na Bacia de Campos: C-M-210, 277, 344, 346, 411, 413, 477, 657 e 709, além das áreas de partilha Dois Irmãos, Sudoeste de Tartaruga Verde e Alto de Cabo Frio Central, arrematadas nas Rodadas 4, 5 e 3 de partilha, respectivamente.

O restante está localizado nas bacias de Espírito Santo (8), Jequitinhonha (7), Santos (6), Foz do Amazonas (6), Potiguar (5), Camamu (4), Sergipe (4), Pará-Maranhão (3), Barreirinhas (3), Pernambuco-Paraíba (2) e Almada (2). O sistema usado pela ANP conta blocos que estão com a fase exploratória ativa ou suspensa.

Já os 24 blocos operados pela Eneva estão localizados no onshore. A maioria (17) na Bacia do Parnaíba (PN-T-117, 118, 119, 133, 134, 69, 87, 103, 146, 163, 48, 47, 66, 68, 48A, 67A e 102A), região onde opera o Complexo Parnaíba, que é um parque de geração termelétrica com 2,8 GW de capacidade instalada. O restante está localizado nas bacias do Paraná (4) e Amazonas (3).

Com a mesma quantidade de blocos da Eneva, a Shell aparece em terceiro lugar na tabela de blocos sob contrato por operador, com 24 áreas que totalizam 17 mil m². Todos os blocos estão localizados no mar, sendo 10 da Bacia de Barreirinhas, nove em Santos, quatro em Campos e um em Potiguar.

Os 10 blocos localizados em Barreirinhas (BAR-M-215, 217, 252, 254, 298, 300, 340, 342, 344 e 388) estão com os seus períodos exploratórios suspensos. Conforme publicado pelo PetróleoHoje, a suspensão está ligada aos atrasos no licenciamento ambiental para a perfuração nessas áreas, segundo a Shell.

Fonte: Revista Brasil Energia