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Clippings - 26/06/18

Eneva prepara perfuração em blocos da 13ª rodada Presidente da companhia está otimista com iniciativas do governo para estimular atividades terrestres

Localizados na Bacia do Parnaíba, no estado do Maranhão, os blocos arrematados no leilão de 2015 são o PN-T-101, PN-T-103, PN-T-69, PN-T-87, PN-T-146, PN-T-163.

Em julho de 2017, a Eneva iniciou campanhas sísmicas nesses ativos e em áreas remanescentes de blocos da 9ª rodada (PN-T-102, PN-T-48, PN-T-49, PN-T-67, PN-T-85), onde ainda serão perfurados alguns poços este ano. No primeiro trimestre, foram adquiridos 1.169 km de linhas sísmicas, com  os gastos totais em exploração superando R$ 20 milhões.

Em sete anos de atuação, sua subsidiária Parnaíba Gás Natural (PGN) perfurou mais de 100 poços e desenvolveu sete campos: Gavião Real, Gavião Caboclo, Gavião Azul, Gavião Vermelho, Gavião Branco, que estão em produção, e Gavião Preto e Gavião Branco Norte (em desenvolvimento).

O presidente da companhia, Pedro Zinner, assinala que o desenvolvimento de novos campos e áreas exploratórias está atrelado às necessidades do Complexo Parnaíba, empreendimento reservoir-to-wire (do reservatório ao poste – R2W) formado por quatro usinas termelétricas com capacidade instalada de 1,4 GW.

“Portanto, nossa estratégia de E&P passa pela análise de como a demanda por energia deve se comportar nos próximos anos”, explica.

No fim de abril, a companhia concluiu a compra do campo de Azulão, onde pretende replicar o modelo R2W.

Regulação

Zinner vê com bons olhos iniciativas do governo para desenvolver o setor onshore, como o Reate e o Gás para Crescer. Ele cita como avanços a adoção de horizontes rolantes para a comprovação de lastro de combustível para empreendimentos termelétricos a gás natural, e o aperfeiçoamento da penalidade por falta de combustível.

Outro destaque é a proposta de definição pelo agente gerador de limites de despacho máximo e mínimo para determinados horizontes previamente aos leilões de energia. Com isso, a termelétrica poderia ter seu despacho limitado a uma fração de sua disponibilidade máxima, o que permitiria aos agentes ofertar ao setor usinas de maior potência.

“Essa proposta ainda não caminhou, mas pode ser uma solução interessante para ajudar na integração entre o setor elétrico e de gás natural”, observa.

A Eneva investiu R$ 314,3 milhões em 2017, sendo a maior parte destinada à conclusão do desenvolvimento dos campos de Gavião Caboclo e Gavião Azul, que entraram em produção em novembro do ano passado. A companhia tem atualmente capacidade para produzir até 8,4 milhões de m³/ dia.

No ano passado, a empresa arrematou cinco blocos na 14ª rodada de licitações da ANP: PN-T-117, PN-T-118, PN-T-119, PN-T-133 e PN-T-134. O primeiro período exploratório dos ativos vence em 2024, segundo dados da ANP.

Fonte: Revista Brasil Energia