Localizados na Bacia do Parnaíba, no estado do Maranhão, os blocos arrematados no leilão de 2015 são o PN-T-101, PN-T-103, PN-T-69, PN-T-87, PN-T-146, PN-T-163.
Em julho de 2017, a Eneva iniciou campanhas sísmicas nesses ativos e em áreas remanescentes de blocos da 9ª rodada (PN-T-102, PN-T-48, PN-T-49, PN-T-67, PN-T-85), onde ainda serão perfurados alguns poços este ano. No primeiro trimestre, foram adquiridos 1.169 km de linhas sísmicas, com os gastos totais em exploração superando R$ 20 milhões.
Em sete anos de atuação, sua subsidiária Parnaíba Gás Natural (PGN) perfurou mais de 100 poços e desenvolveu sete campos: Gavião Real, Gavião Caboclo, Gavião Azul, Gavião Vermelho, Gavião Branco, que estão em produção, e Gavião Preto e Gavião Branco Norte (em desenvolvimento).
O presidente da companhia, Pedro Zinner, assinala que o desenvolvimento de novos campos e áreas exploratórias está atrelado às necessidades do Complexo Parnaíba, empreendimento reservoir-to-wire (do reservatório ao poste – R2W) formado por quatro usinas termelétricas com capacidade instalada de 1,4 GW.
“Portanto, nossa estratégia de E&P passa pela análise de como a demanda por energia deve se comportar nos próximos anos”, explica.
No fim de abril, a companhia concluiu a compra do campo de Azulão, onde pretende replicar o modelo R2W.
Regulação
Zinner vê com bons olhos iniciativas do governo para desenvolver o setor onshore, como o Reate e o Gás para Crescer. Ele cita como avanços a adoção de horizontes rolantes para a comprovação de lastro de combustível para empreendimentos termelétricos a gás natural, e o aperfeiçoamento da penalidade por falta de combustível.
Outro destaque é a proposta de definição pelo agente gerador de limites de despacho máximo e mínimo para determinados horizontes previamente aos leilões de energia. Com isso, a termelétrica poderia ter seu despacho limitado a uma fração de sua disponibilidade máxima, o que permitiria aos agentes ofertar ao setor usinas de maior potência.
“Essa proposta ainda não caminhou, mas pode ser uma solução interessante para ajudar na integração entre o setor elétrico e de gás natural”, observa.
A Eneva investiu R$ 314,3 milhões em 2017, sendo a maior parte destinada à conclusão do desenvolvimento dos campos de Gavião Caboclo e Gavião Azul, que entraram em produção em novembro do ano passado. A companhia tem atualmente capacidade para produzir até 8,4 milhões de m³/ dia.
No ano passado, a empresa arrematou cinco blocos na 14ª rodada de licitações da ANP: PN-T-117, PN-T-118, PN-T-119, PN-T-133 e PN-T-134. O primeiro período exploratório dos ativos vence em 2024, segundo dados da ANP.
Fonte: Revista Brasil Energia