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Clippings - 17/05/22

Eneva pretende perfurar dois poços em Anebá até o fim do ano


Créditos: Eneva

Eneva pretende perfurar dois poços no campo de Anebá, localizado na Bacia do Amazonas, até o fim do ano. O anúncio foi feito em conferência realizada nesta segunda-feira (16). A companhia também revelou que pretende integrar Anebá à Azulão, bem como construir um gasoduto para interligar os dois ativos, permitindo a liquefação de gás de Anebá no complexo de Azulão.

A Eneva está construindo dois pequenos oleodutos para escoar, por via fluvial, o óleo e o condensado. O primeiro será de Azulão até as margens do rio Urubu, perto da cidade de Silves, onde há um mini porto com um estoque em balsa flutuante. O segundo, saindo de Anebá, seguirá a mesma lógica.

A companhia informou, ainda, que o início da sísmica e do reconhecimento da Bacia do Paraná, onde detém 70% de participação em quatro blocos (PAR-T-196, PAR-T-215, PAR-T-86, PART-99) em parceria com a Enauta (30%), ocorrerá na segunda metade de 2023.

Azulão-Jaguatirica

O complexo de Azulão-Jaguatirica, por sua vez, já encerrou a comprovação de disponibilidade da turbina a vapor para a usina Jaguatirica II. A companhia está aguardando a aprovação dos relatórios pela Aneel para iniciar a operação comercial da turbina e da capacidade total da usina. A expectativa é que o início ocorra ainda em maio.

A empresa já deu entrada em toda documentação para as usinas Azulão-Jaguatirica II e Azulão-Jaguatirica III. Estão aguardando, de acordo com o diretor de operações, Lino Cançado, a manifestação da Secretaria do Meio Ambiente do estado do Amazonas.

A UTE Parnaíba V tem o início da operação comercial previsto para o terceiro trimestre de 2022, enquanto a UTE Parnaíba VI possui previsão de início para o quarto trimestre de 2024.

Já o Solar Futura I, complexo solar adquirido na compra da Focus Energia, terá o início da operação comercial no quarto trimestre de 2022.

Resultados financeiros

O lucro líquido da Eneva ficou em R$ 184,8 milhões no 1t22, queda de 9% comparado ao trimestre do mesmo período de 2021 (R$ 203,1 milhões). Em compensação, o Ebitda ajustado teve crescimento de 10,1%. Neste trimestre foi de R$ 491,4 milhões, enquanto no de 2021 foi de R$ 446,4 milhões. O saldo de caixa ficou em R$ 1,1 bilhão.

O capex total foi de R$ 1,7 bilhão, sendo, 80% destinados à implementação do projeto da usina solar Futura 1. Do total, R$ 1,4 bilhão foi alocado em aquisição de módulos fotovoltaicos, inversores, montagem da subestação e seccionamento da linha transmissão.

O segmento de E&P recebeu 8% dos investimentos, com R$ 143,4 milhões. As campanhas exploratórias nas bacias do Parnaíba e do Amazonas ficaram com R$ 73,6 milhões, enquanto R$ 67 milhões foram direcionados para o desenvolvimento dos campos de Gavião Preto, Gavião Branco, Gavião Tesoura e Gavião Belo.

O total dos recursos contingentes fechou em 20,9 bilhões de m³ de gás na área de Juruá (Bacia do Solimões); 3,4 bilhões de m³ de gás e 0,3 milhão de barris de óleo no PAD Anebá (Bloco AM-T-84 na Bacia do Amazonas); e  2,1 bilhões de m³ de gás e 0,9 milhão de barris de óleo nos PADs Fazenda Tianguar (Bloco PM-T-48) e São Domingos (Bloco PN-T-102A), na Bacia do Parnaíba.

As reservas totais 2P ficaram em 36,5 bcm de gás natural, com 29,4 bcm na Bacia do Parnaíba e 7,1 bcm na Bacia do Amazonas.

Fonte: Revista Brasil Energia