A Eneva, empresa em recuperação judicial, agregou a Parnaíba Gás Natural (PGN) como sua subsidiária integral. A empresa firmou contratos com a Cambuhy e OGX, acionistas da PGN, de modo que elas passam a ser também integrantes do bloco de controle da geradora. O projeto tem como objetivo posicionar a Eneva com empresa independente de gas-to-wire.
A transação proposta, no valor estimado de aproximadamente R$ 1,15 bilhão, prevê a realização de um aumento de capital privado, com conclusão prevista para o terceiro trimestre deste ano. Ela será submetida à análise e aprovação dos acionistas e dos órgãos competentes, bem como ao atendimento das condições suspensivas estabelecidas nos acordos entre as partes.
Recentemente, a Eneva realizou reestruturação de sua dívida, reduzindo o passivo da ordem de R$ 2,3 bilhões para algo na casa do R$ 1 bilhão. O processo de recuperação judicial ainda ocorre ao longo deste ano.
Eneva e PGN são empresas ex-Eike Batista. A Eneva é a antiga MPX, enquanto que a PGN era a OGX Maranhão, criada para explorar as áreas localizadas na Bacia do Parnaíba (MA).