BRASÍLIA – A operadora espanhola de aeroportos Aena informou nesta sexta-feira que não vai fazer propostas para o leilão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), que ocorre na próxima semana.
A Aena planejava disputar o contrato de operação do Galeão em parceria com o grupo brasileiro de engenharia Engevix — que já opera o aeroporto de Brasília em parceria com a sócia argentina Corporación América.
O problema é que uma regra criada pelo governo, e aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), limita a participação dos atuais controladores de aeroportos na nova disputa.
Por já ser concessionária de Brasília (DF) e São Gonçalo do Amarante (RN), a Engevix pode ter no máximo 15% de um consórcio para disputar Galeão e Confins, o que exigiria forte aporte de capital da parceira Aena, que ficaria com 85% de participação.
“Como uma empresa pública, a Aena não poderia assumir esse risco e decidiu não participar”, disse um porta-voz da companhia.
Um porta-voz da Engevix confirmou saber da decisão da parceira estrangeira. Além disso, informou que a Engevix não vai procurar um novo parceiro e que não vai participar do leilão.
O governo espera que o vencedor do contrato invista R$ 5,7 bilhões para modernizar o aeroporto, e grande parte será exigida nos primeiros três anos. As ofertas serão entregues na segunda-feira e o leilão será na sexta-feira.
Um porta-voz da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) preferiu não comentar.