A Eni colocou em operação uma planta-piloto híbrida de geração de energia a partir de ondas e luz solar. A unidade foi instalada no distrito industrial de Ravena, província da Itália, onde a petroleira italiana possui um centro de upstream, com o objetivo de atender à demanda de instalações offshore.
O objetivo da companhia é, futuramente, usar a tecnologia – chamada de Inertial Sea Wave Energy Converter (ISWEC) – para converter plataformas maduras em hubs de geração de energia renovável. A potência de pico alcançada nesta quarta-feira foi de 51 kilowatts (kW).
A Eni destacou que a geração de energia a partir de ondas é ainda uma tecnologia pouco explorada no mundo, apesar de sua alta densidade e previsibilidade, com baixa variabilidade, o que faz dela uma solução adequada para a descarbonização do offshore.
Iniciativas no Brasil
O Brasil ainda “engatinha” na geração de energia renovável offshore. Em 2012, a Coppe-UFRJ instalou a primeira usina da América Latina a utilizar o movimento das ondas do mar para produção de energia elétrica. Dois anos depois, porém, a planta foi paralisada em função do fim do contrato de financiamento com a Tractebel Energia.
No ano passado, a Petrobras e a Equinor assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento de negócios focados em energia eólica offshore no Brasil. As empresas estudam ainda outras áreas de cooperação, incluindo o desenvolvimento de iniciativas em renováveis.
A petroleira brasileira também elabora estudos para instalar torres eólicas em plataformas instaladas em campos maduros, após seu descomissionamento.
Fonte: Revista Brasil Energia