Acordo firmado entre as duas empresas abre caminho para que empresa volte a disputar licitações da petroleira
As disputas nas licitações de sondas da Petrobras irão ficar ainda mais acirradas. Depois de quase dois anos impedida de participar das novas concorrências da petroleira por conta de uma arbitragem internacional relacionada ao contrato do navio sonda DS-5, as duas empresas firmaram acordo sem penalização monetária das partes e a Ensco poderá voltar a disputar os bids sem restrição. Até mesmo das licitações já em curso para Mero e BM-S-11, na Bacia de Santos, e operações de workover na Bacia de Campos.
A arbitragem internacional estava sendo discutida em Londres e, segundo a BE Petróleo apurou, seria julgada nos próximos dias.
Considerada uma empresa agressiva e competitiva, a Ensco poderá com seu reingresso nas disputas mexer ainda mais com os preços das taxas diárias. O grupo apresentou os menores preços nos processos da Total para a Foz do Amazonas e da Chevron para Frade.
A arbitragem internacional do DS-5 teve início em 2016, depois que a Petrobras cancelou antecipadamente o contrato da unidade, que operava no Golfo do México, com taxa diária de cerca de US$ 430 mil. A petroleira alegou o envolvimento da Ensco com denúncias de suborno, enquanto a prestadora de serviço rebatia nada ter encontrado, após investigações internas.
Como a Petrobras tem interesse em ampliar a competição, é provável que as datas de entrega das propostas das três licitações em andamento sejam prorrogadas. A concorrência para o afretamento de duas sondas de águas profundas para Mero está com entrega de propostas marcada para 30 de agosto. As ofertas do bid para a unidade de 2,4 mil m destinada à área do BM-S-11 estão marcadas para 3 de setembro, enquanto o processo de workover, que prevê o afretamento de uma ou mais sondas, foi agendado para o dia 13 de setembro.
Na prática, no período em que ficou impedida de participar das licitações da Petrobras, a Ensco não chegou a perder contratos já que nenhuma concorrência foi lançada além das que estão em curso. No momento, a empresa mantém apenas uma sonda operando para a Petrobras, a Ensco 6002, cujo contrato expira em dezembro de 2019.
Desfeita a sanção da Ensco, permanecem impedidas de participar das licitações de afretamento de sondas da Petrobras a Transocean, Petroserv, Queiroz Galvão Óleo & Gás, Saipem e Ocyan, esta última já em processo de liberação. As razões dos bloqueios estão ligadas a acidentes com fatalidade, análises de grau de risco alto e pendências judiciais em curso.
Fonte: Revista Brasil Energia