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Clippings - 30/10/15

Ensco nega irregularidades em contrato com a Petrobras

A Ensco afirmou não ter encontrado irregularidades no contrato da sonda DS-5, fechado em 2008, conforme havia sido relatado em uma auditoria interna da Petrobras. Após revisões de compliance, a armadora chegou à conclusão de que a compensação realizada no contrato da unidade estava de acordo com outros contratos fechados pela petroleira e por outros clientes com diversas empresas na época.

Segundo investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, a Ensco teria pago propina a executivos da Petrobras para fechar o contrato de afretamento da sonda, cuja taxa diária teria sido superfaturada. Além disso, os investigadores concluíram que não houve pesquisa de mercado adequada para conseguir um melhor negócio para a Petrobras, além de terem identificado indícios de pagamento de bônus acima dos níveis do mercado, entre outras irregularidades.

Além da DS-5, a companhia continua a operar os contratos das sondas ENSCO 6001, 6002, 6003, 6004, contratadas pela Petrobras no Brasil.

Resultado

A Ensco alcançou uma taxa de utilização operacional das embarcações recorde no terceiro trimestre de 2015. A utilização de jackups ficou em 99,8%, o que gerou uma receita de US$ 326 milhões à companhia, valor que caiu 32% na comparação anual. Já a taxa de utilização de floaters foi de 95,4%, num total de US$ 646 milhões em receita, queda de 8%.

A armadora registrou lucro de US$ 293,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 32% na comparação anual. A receita da companhia entre julho e setembro foi de US$ 1,012 bilhão, retração de 16% em relação ao ano passado.

Cenário

A companhia informou que espera novos cortes no capex das petroleiras, o que deve reduzir ainda mais a demanda por sondas em 2016. Com isso, o capex da Ensco também deverá cair nos próximos anos, passando de US$ 1,65 bilhão em 2015 para US$ 625 milhões em 2016.

A Ensco acredita que os mercados brasileiro e mexicano estão mais diversificados, apesar dos últimos leilões nos países terem ficado abaixo das expectativas. A companhia prevê que o movimento de pulverização criará novas oportunidades de negócios no mercado de sondas flutuantes.

David Hensel, vice-presidente Sênior de Marketing da empresa, afirmou que a expectativa é de aumento da demanda por sondas nessas regiões, devido à avaliação e ao desenvolvimento de novas descobertas, além da exploração das áreas arrematadas recentemente. “A frota da Ensco, a presença geográfica e as relações com os clientes nos colocam em uma boa posição em um eventual melhora nesses mercados”, afirmou Hensel.