A Ensco renegociou as taxas de afretamento das sondas Ensco 6001 e 6002 e estendeu o contrato desta última até dezembro de 2019. Já as sondas Ensco 6003 e 6003 tiveram seus contratos cancelados, como parte do acordo. A revisão dos contratos provocou uma redução de aproximadamente US$ 140 milhões no backlog da companhia.
O downtime anterior da Ensco 6001 que poderia ter sido aplicado até o limite para cancelar o contrato foi reduzido a zero. Entre 1º de maio e junho de 2018, a taxa diária da sonda será de US$ 275 mil. A diária da Ensco 6002 será de US$ 240 mil.
Durante o trimestre, o operador de sonda planeja mobilizar as Ensco 6003 e 6004 para o exterior e retirá-las definitivamente de operação.
Em conferência com analistas sobre o resultado da Ensco no primeiro trimestre, o CEO da empresa, Carl Trowell lembrou que segue em andamento o processo de arbitragem com a Petrobras sobre o contrato de serviços de perfuração da sonda DS-5, que está suspensa por suspeita de irregularidades.
A suspeita é que um consultor terceirizado tenha recebido pagamentos irregulares do estaleiro construtor da sonda, Samsung Heavy Industries, que teriam sido oferecidos como propina para funcionários da Petrobras – com o conhecimento da Pride, subsidiária da Ensco.
“Nós discordamos das alegações da Petrobras e iniciamos um processo de arbitragem no Reino Unido contra a Petrobras e o Samsumg Heavy Industries, em conexão com o que já está em andamento”, disse o executivo.
As receitas associadas ao contrato da DS-5 não foram registradas no resultado do quarto trimestre de 2015, tampouco no referente aos três primeiros meses deste ano.