A Ensco vendeu seis sondas para sucateamento, incluindo as unidades a Ensco 6003 e a Ensco 6004, que operaram para a Petrobras até o primeiro trimestre deste ano. A empresa não divulgou o comprador nem o valor dos contratos, mas informou que o preço de venda dos navios-sonda está de acordo com o valor líquido contábil das unidades.
O operador de sondas teve recentemente mais uma unidade descontratada, a Ensco 8503, que até então atuava para a Marubeni no Golfo do México. A empresa ainda não informou qual será o destino da sonda.
Hoje, a Ensco tem seis sondas sendo preparadas para entrar em hibernação, entre elas a DS-5, que está na Espanha. A sonda teve seu contrato cancelado com a Petrobras no começo do ano devido a suspeitas de irregularidades na negociação do afretamento. As sondas se juntarão às outras dez da companhia que já estão fora de operação.
Outras grandes companhias do mercado de perfuração, como Transocean, Diamond Offshore e Noble também vêm sucateando sondas para para reduzir custos de manutenção e a sobreoferta de equipamentos no mercado. No mercado, comenta-se que as empresas estão trabalhando com perspectivas de redução das atividades também em 2017.
Atualmente, o portfólio da Noble tem dez sondas descontratadas. Já a Transocean tinha 22 unidades encostadas e outras seis inativas ao final do primeiro trimestre, mesmo perãodo em que a Diamond Offshore tinha oito unidades em hibernação e quatro em preparação para sucateamento, incluindo a Ocean Winner, que operou no Brasil até o final de 2014.
No Brasil, a situação da indústria de perfuração é ainda mais complicada devido aos cinco anos sem leilões e às poucas áreas arrematadas na 13ª Rodada. A Petrobras já informou que pretende manter sua frota de sondas flutuantes com 30 a 35 unidades no ano que vem, frente às 44 unidades do quarto trimestre de 2014.
A previsão é que o mercado de perfuração se recupere no país somente em 2018, caso a 14ª Rodada ocorra em 2017 e os novos contratos de concessão sejam assinados no ano que vem.