A Enseada Indústria Naval obteve a licença do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema) para a implantação de um Terminal de Líquidos e Granéis no Estaleiro Paraguaçu, no município de Maragojipe, no Recôncavo baiano. A portaria oficial foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia. A permissão da autoridade ambiental é válida por três anos.
O terminal será destinado à recepção, armazenamento temporário e distribuição de combustíveis (óleo diesel, gasolina, álcool hidratado, álcool anidro e biodiesel) e terá capacidade de estocagem superior a 39 mil t de combustíveis.
A decisão oficializada no dia 10 de janeiro pode potencializar a atração de investidores e clientes, de acordo com o diretor de Novos Negócios da Enseada, Rodrigo Carnaúba. “Nos últimos 18 meses, a Enseada vem trabalhando intensamente para dinamizar seu moderno parque industrial e a licença obtida pode acelerar a retomada das operações”, assinalou.
Em 2014, a Enseada alcançou o pico da implantação do estaleiro e o início das operações industriais. O empreendimento chegou a empregar mais de sete mil trabalhadores, sendo 80% das cidades do seu entorno.
A Enseada afirma estar procurando diversificar sua área de atuação, mas mantém o foco no setor de construção e reparação naval e offshore. Seu plano de negócios agora prevê atividades voltadas a logística e parcerias industriais para a área de fabricação e montagem de estruturas metálicas, de olho no mercado de geração eólica.
A companhia passa atualmente por processo de recuperaçào extrajudicial. A dívida da companhia girava em torno de R$ 900 milhões e foi gerada pelo imbróglio em torno da Sete Brasil. O estaleiro tinha contrato para construir seis navios-sonda para a armadora. Das seis sondas contratadas, apenas duas começaram a sair do papel, a Ondina, que tem cerca de 75% da obra concluída, com casco sendo feito no Japão, e Pituba, com cerca de 25% de realização.
Fonte: Revista Brasil Energia