
A indústria global de eólica offshore acumulará capex e opex combinados de US$ 810 bilhões nesta década, sinalizando um crescente deslocamento dos investimentos em óleo e gás para energias renováveis, segundo análise da Rystad Energy publicada na quinta-feira (29/4).
Até 2030, a capacidade global de geração eólica offshore excederá 250 GW, impulsionada por novos projetos. De acordo com a Rystad, a capacidade instalada sairá de 33 GW em 2020 para 109 GW em 2025, crescendo em média 22% por ano até o final da década. O crescimento será acompanhado por um aumento nos investimentos, de US$ 44 bilhões em 2020 para US$ 126 bilhões em 2030, quando o opex representará cerca de 20% das despesas, comparado aos 5% atuais.
Esse ano será um ponto de inflexão, quando o capex para projetos eólicos deve se igualar ao destinado a greenfields de óleo e gás, estimado em aproximadamente US$ 100 bilhões, excluindo-se atividades de exploração.

De acordo com a consultoria, a Europa receberá o maior volume de investimentos na década, totalizando cerca de US$ 300 bilhões, com o Reino Unido respondendo pelos ativos com maiores despesas. Já a China, que responde pela maior parcela de capex e opex para plantas eólicas offshore entre 2019 e 2021, gastará cerca de US$ 110 bilhões na década.
Nas Américas, os investimentos devem ser de pouco mais de US$ 70 milhões. O patamar menor que as outras regiões se deve ao Jones Act nos EUA, que protege o mercado interno de cabotagem, e atrasos nos processos de licenciamento no país. Segundo a Rystad, a América do Norte e do Sul só começarão a alocar “quantias substanciais” em eólica offshore em 2023.
“O nível colossal de investimentos previstos na indústria eólica offshore nesta década reflete as metas ambiciosas estabelecidas por empresas e governos. À medida que o mercado amadurece e as economias de escala são alcançadas, os investimentos podem aumentar ainda mais, gerando ainda mais capacidade instalada”, declarou, em nota, o analista de energia eólica offshore da Rystad Energy, Petra Manuel.
Fonte: Revista Brasil Energia