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Clippings - 17/12/12

Eólicas voltam a dominar leilão de energia

Os projetos de energia eólica voltaram a dominar os leilões de energia do governo federal. Dos 12 projetos contratados ontem para início de fornecimento em 2017, 10 são de usinas eólicas.

A participação dessa fonte na potência contratada, que totalizou 574,3 MW, ficou em 49%. O restante virá de duas hidrelétricas da EDP.

O predomínio das eólicas no leilão deve-se ao preço baixo dessa energia -o principal critério para eleger os vencedores. O valor médio ficou em R$ 87,94 por MWh (megawatt/hora), um deságio de 21,5% sobre o preço inicial.

Especialistas comemoram o benefício ambiental, mas demonstram preocupação com a operação do sistema.

Dependente da intensidade dos ventos, a eólica é a fonte que menos oferece garantia no fornecimento.

Na hidrelétrica você está exposto ao perãodo seco, mas sabe que vai gerar energia no úmido. No caso da eólica, é mais difícil prever interrupções no fornecimento, diz Nivalde de Castro, coordenador do Gesel (grupo de estudos do setor elétrico da UFRJ).

Com mais eólicas, aumenta a necessidade de outras fontes que possam complementar a oferta em momentos de escassez de ventos, como as térmicas a gás.

Para o sistema elétrico não ficar vulnerável à intensidade dos ventos, o consultor João Carlos Mello, presidente da Andrade & Canellas, recomenda uma segmentação dos leilões por fonte.

EFEITO DA MP 579

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, classificou de sucesso estrondoso o alto volume de energia ofertado para 2017, de 14.181 MW, e afirmou que o resultado foi uma demonstração cabal de que a polêmica MP 579, que renovou as concessões do setor, não afetou o apetite de investidores.

Se houvesse mais demanda, teríamos projetos para contratar, disse.

Além da baixa perspectiva de crescimento econômico, uma disputa judicial entre o governo e o Grupo Bertin, que deveria ofertar 2.000 MW médios em geração térmica, reduziu a demanda.