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Clippings - 29/12/22

EPE: Brasil poderá ofertar 47 bilhões de litros de etanol em 2032


A previsão da oferta brasileira de etanol é de 47 bilhões de litros em 2032, segundo o Caderno PDE 2032, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esta oferta considera a cana-de-açúcar (primeira e segunda geração) e o milho. A demanda do etanol, por sua vez, terá alcance provável de 43 bilhões de litros.

Em termos de oferta, o etanol de cana-de açúcar é o biocombustível com maior participação em 2032, com 36,1 bilhões de litros. Seguido dele vem o de milho, com 9,1 bilhões, e lignocelulósico (partes de lignina e celulose), projetando 560 milhões. A taxa de crescimento total é de 4,1% ao ano.

De acordo com o estudo, a demanda de etanol hidratado possui maior competitividade frente à gasolina, condicionada por melhorias nos fatores de produção. Durante o ciclo Otto, a participação de etanol carburante será de 55% em 2032, frente aos 44% de 2022, e o market share de hidratado nos veículos híbridos será de 48%, comparando com os 32% deste ano.

Para o mercado internacional, o decênio possui um balanço positivo, com as exportações em 2032 sendo de 2,3 bilhões de litros. A EPE cita algumas tendências mundiais, como a contínua importância dos biocombustíveis para a segurança do abastecimento, diversificação da matriz energética e redução da emissão dos gases de efeito estufa (GEE).

A EPE considera que a “redução de custos de produção, a eficientização do processo produtivo e o aumento da competitividade” motivarão investimentos em unidades greenfield e nas já existentes, já que há necessidade de incrementar a capacidade de produção de etanol.

Projeção da oferta total de etanol (Fonte: EPE)

Outros biocombustíveis

biometano poderá alcançar 19,2 bilhões de Nm³ em 2032. No entanto, caso seja considerada somente as usinas financeiramente saudáveis, a previsão seria de 3,5 bilhões de Nm³. O estudo aponta que a produção de biometano a partir da vinhaça e torta de filtro conseguirá suprir 20% da demanda de diesel A no setor agropecuário, e se for a partir de palhas e pontas, esse setor será autossuficiente.

“O biogás do setor sucroenergético (vinhaça, torta de filtro e palhas e pontas) terá uma maior inserção na matriz energética, podendo ser destinado à geração elétrica, substituição ao diesel e misturado ao gás natural fóssil, nas malhas de gasodutos”, segundo a EPE.

No biodiesel, a demanda total será de 12,1 bilhões de litros em 2032, e é maior na região Sudeste (34%), apesar das regiões Sul e Centro-Oeste serem as líderes de produção. Contudo, o estudo mostra que “estímulos a culturas adaptadas às Regiões Norte e Nordeste podem aumentar suas produções e reduzir o desequilíbrio regional”.

Fonte: EPE

A EPE realizou uma análise de sensibilidade sobre a demanda de biodiesel com uma construção de trajetórias diferentes do mandato do biocombustível no diesel B. Caso a mistura seja de 6% no diesel B, em 2032 a demanda será de 4,8 bilhões de litros; com a mistura de 10% será de 8,1 bilhões; e com a de 15% será de 12,1 bilhões.

As estimativas da produção consorciada de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde (HVO) para biorrefinaria da Brasil BioFuels (BBF) é de 40% e 42%, respectivamente. Isso representa cerca de 200 mil m³ de SAF e 210 mil m³ para o HVO em 2032.

Fonte: Brasil Energia