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Clippings - 30/09/20

EPE revisa produção de petróleo para 2030

A nova estimativa da EPE apresenta redução da curva de produção

A postergação da entrada em produção de algumas unidades estacionárias de produção (UEPs), o adiamento dos leilões e a Resolução ANP nº 815/2020, que permitiu o adiamento das datas finais dos Planos de Avaliação de Descobertas (PAD) por até nove meses, são alguns dos motivos principais da revisão, para baixo, da produção brasileira de petróleo esperada para 2030, que será de 5,26 milhões de barris/dia.

A conclusão é do caderno “Previsão de Produção de Petróleo e Gás Natural”, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na última segunda-feira (28/9). A publicação faz parte do Plano Decenal de Energia (PDE) 2030, que está sendo revisado em função dos efeitos da pandemia de Covid-19 na indústria.

A nova estimativa representa uma redução de 8% quando comparada com a projeção do plano anterior, o PDE 2029, publicado pela EPE em fevereiro deste ano. A razão é conhecida: a crise no setor afetou o desenvolvimento dos recursos já descobertos e com comercialidade declarada, bem como o desenvolvimento das descobertas em avaliação.

Entre as mudanças, a EPE cita a postergação da entrada em produção das UEPs de Búzios (de 2021 para 2022), de Parque das Baleias e Mero 2 (ambos de 2022 para 2023), e de Itapu (de 2023 para 2024). Esses projetos estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos, com exceção de Parque das Baleias, na Bacia de Campos.

No caso de Parque das Baleias e de Itapu, é possível, ainda, que essas licitações sejam canceladas.

No âmbito dos leilões, o estudo destaca a oferta dos volumes excedentes de Atapu e Sépia, adiada para o segundo semestre de 2021, que, consequentemente, também afeta o início da produção desses ativos.

Já o adiamento do vencimento dos PADs por até nove meses, em função da crise sanitária, afetou a previsão dos recursos contingentes do estudo. Além disso, a EPE destaca a postergação da previsão do primeiro óleo da unidade de produção de Sergipe Águas Profundas, de 2023 para 2024.

Em azul, estão os recursos descobertos em unidades produtivas com comercialidade declarada e os recursos previstos para o Excedente da Cessão Onerosa (Fonte: EPE)
Produção de gás natural

A produção de gás natural bruta prevista para 2030 é de 275,9 milhões m³/dia, 3% maior do que projeção do PDE 2029. Essa produção representa a produção total de gás natural antes dos descontos de consumo próprio, injeção, queima e perdas.

A EPE afirma que esse crescimento está ligado aos ajustes das razões gás-óleo (RGO), antes subestimados, de alguns campos, como Mero e Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, além dos mesmos fatores que afetaram a produção de petróleo.

“Apesar das incertezas relacionadas ao preço do petróleo, à diminuição da demanda e à pandemia de Covid-19, acredita-se que a maior parte dos projetos que sustentam a previsão de petróleo e gás natural no decênio já estão contratados”, diz o texto do estudo, o que explica a variação pequena nos volumes.

Em azul, estão os recursos já descobertos (Fonte: EPE)

Fonte: Revista Brasil Energia