A Equinor iniciou processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama dos parques eólicos offshore Aracatu I e Aracatu II, cada um com 2 GW, com potencial para ser elevado a aproximadamente 2,33 GW. Aracatu I está localizado no litoral do Rio de Janeiro e Aracatu II entre Rio de janeiro e Espírito Santo. A distância da costa até o início da área de desenvolvimento é de aproximadamente 20 km e a profundidade da água na área varia de 15 metros a 35 metros. A área total de desenvolvimento é de 1173 km².
O projeto consiste em 320 aerogeradores (160 por parque), cada um com capacidade de 12 MW a 16 MW e montado em uma fundação Monopile, com altura do cubo a 136 metros acima do nível do mar e diâmetro do rotor de 220 metros.
Entre possíveis impactos identificados, a empresa sinaliza previsão de impacto socioambiental (direto ou indireto) nas atividades tradicionais, culturais, sociais, econômicas ou de lazer das áreas, além de impacto no meio aquático.

Sistema de transmissão
Para cada parque eólico, estão previstas duas subestações offshore, em plataformas fixas do tipo jaqueta, utilizada para coletar a energia produzida e convertê-la em corrente contínua de alta tensão (HVDC) para exportar para a costa. A subestação offshore será conectada à uma subestação onshore, sendo um circuito para cada parque, através de cabos submarinos e subterrâneos HVDC. A subestação onshore será equipada para converter HVDC na corrente alternada de alta
tensão (HVAC) necessária para a conexão à rede de transmissão.
Duas subestações da rede de transmissão são dedicadas ao ponto de interconexão. A proposta no projeto apresentado é conectar Aracatu I à subestação de Campos II (prevista para 2024) no estado do Rio de Janeiro, em um percurso de 71 km. Já Aracatu II seria conectado à Subestação do Rio Novo do Sul, no ES, com 62 km de linhas.
Fonte: Revista Brasil Energia