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Clippings - 20/08/20

Equinor apresenta projeto eólico offshore

A Equinor iniciou processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama dos parques eólicos offshore Aracatu I e Aracatu II, cada um com 2 GW, com potencial para ser elevado a aproximadamente 2,33 GW. Aracatu I está localizado no litoral do Rio de Janeiro e Aracatu II entre Rio de janeiro e Espírito Santo. A distância da costa até o início da área de desenvolvimento é de aproximadamente 20 km e a profundidade da água na área varia de 15 metros a 35 metros. A área total de desenvolvimento é de 1173 km².

O projeto consiste em 320 aerogeradores (160 por parque), cada um com capacidade de 12 MW a 16 MW e montado em uma fundação Monopile, com altura do cubo a 136 metros acima do nível do mar e diâmetro do rotor de 220 metros.

Entre possíveis impactos identificados, a empresa sinaliza previsão de impacto socioambiental (direto ou indireto) nas atividades tradicionais, culturais, sociais, econômicas ou de lazer das áreas, além de impacto no meio aquático.

Localização dos parques Aracatu I e II, conforme Ficha de Caracterização entregue ao Ibama

Sistema de transmissão

Para cada parque eólico, estão previstas duas subestações offshore, em plataformas fixas do tipo jaqueta, utilizada para coletar a energia produzida e convertê-la em corrente contínua de alta tensão (HVDC) para exportar para a costa. A subestação offshore será conectada à uma subestação onshore, sendo um circuito para cada parque,  através de cabos submarinos e subterrâneos HVDC. A subestação onshore será equipada para converter HVDC na corrente alternada de alta
tensão (HVAC) necessária para a conexão à rede de transmissão.

Duas subestações da rede de transmissão são dedicadas ao ponto de interconexão. A proposta no projeto apresentado é conectar Aracatu I à subestação de Campos II (prevista para 2024) no estado do Rio de Janeiro, em um percurso de 71 km. Já Aracatu II seria conectado à Subestação do Rio Novo do Sul, no ES, com 62 km de linhas.

Fonte: Revista Brasil Energia