
Em apresentação realizada ao mercado na terça-feira (15/6), a Equinor afirmou que irá acelerar a sua transição energética via otimização do portfólio de petróleo e gás, aumento dos investimentos em renováveis e em soluções de baixo carbono ao mesmo tempo em que aumenta o dividendo trimestral e introduz um novo programa de recompra de ações.
Segundo Anders Opedal, presidente e CEO da Equinor, “essa é uma estratégia de negócios para garantir a competitividade de longo prazo em um período de profundas mudanças nos sistemas energéticos, à medida que a sociedade caminha para o fim das emissões líquidas”, disse em comunicado divulgado no mesmo dia.
Entre os pilares dessa nova estratégia, está a otimização do portfólio de petróleo e gás. A ideia é focar em 15 projetos localizados em seis países, sendo que cinco dos 15 projetos estão localizados no Brasil: a Fase 1 e a Fase 2 do campo de Bacalhau; a Fase 2 do campo de Peregrino; o desenvolvimento do bloco BM-C-33 (onde está a descoberta de Pão de Açúcar); e a melhoria da recuperação de óleo no campo de Roncador, que está sendo realizado em parceria com a Petrobras. Com exceção de Bacalhau, que está no pré-sal da Bacia de Santos, todos esses projetos estão localizados na Bacia de Campos.

Operações também serão otimizadas na plataforma continental norueguesa, mais precisamente no campo de Johan Sverdrup. Em resumo, a Equinor pretende deixar “posições operadas em projetos não convencionais, priorizando operações offshore onde a empresa pode utilizar sua principal competência”, segundo o comunicado.
A companhia também determinou novas metas de emissões de carbono, que serão apoiadas por mais investimento em renováveis e em soluções de baixo CO₂. O objetivo, além de zerar as emissões líquidas até 2050, é reduzir a intensidade líquida de carbono em 20% até 2030 e em 40% até 2035.

Para isso, a Equinor pretende investir US$ 23 bilhões em renováveis até 2026, além de aumentar a participação de investimento bruto em renováveis e em soluções de baixo carbono de 4% em 2020 para mais de 50% até 2030. Com esses aportes, a companhia espera atingir uma capacidade instalada de 12-16 GW até 2030 e de desenvolver uma capacidade de armazenamento de CO₂ de 15-30 milhões de t por ano.
Tanto a otimização do portfólio (que inclui, também, financiamento de projetos e farm downs) quando os investimentos em renováveis vão contribuir, simultaneamente, para o fluxo de caixa livre da companhia, que deverá ser de US$ 35 bilhões antes da distribuição de capital prevista para o período 2021-2026 (baseado no preço de US$ 60 por barril).
Isso porque o conselho de administração da Equinor determinou um dividendo trimestral de 18 centavos por ação para o segundo trimestre deste ano – refletindo um aumento de três centavos em relação ao primeiro trimestre.
O conselho também decidiu introduzir um novo programa anual de recompra de ações de cerca de US$ 1,2 bilhão a partir de 2022, com o objetivo de reduzir o capital social emitido da empresa. A estimativa é que esse programa seja dividido em duas fases, sendo a primeira divulgada após o anúncio dos resultados do segundo trimestre, e a segunda fase divulgada após o anúncio dos resultados do terceiro trimestre.
Os detalhes das operações financeiras do dividendo trimestral e do novo programa de recompra de ações serão publicados após o anúncio dos resultados do segundo trimestre da Equinor, cujos documentos deverão ser lançados no final do próximo mês.
Fonte: Revista Portos e Navios
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