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Clippings - 16/06/21

Equinor atualiza estratégia visando transição energética

Escritório da Equinor em Aberdeen, na Escócia / Fonte: Equinor, foto de Øivind Haug
Escritório da Equinor em Aberdeen, na Escócia / Fonte: Equinor, foto de Øivind Haug

Em apresentação realizada ao mercado na terça-feira (15/6), a Equinor afirmou que irá acelerar a sua transição energética via otimização do portfólio de petróleo e gás, aumento dos investimentos em renováveis e em soluções de baixo carbono ao mesmo tempo em que aumenta o dividendo trimestral e introduz um novo programa de recompra de ações.

Segundo Anders Opedal, presidente e CEO da Equinor, “essa é uma estratégia de negócios para garantir a competitividade de longo prazo em um período de profundas mudanças nos sistemas energéticos, à medida que a sociedade caminha para o fim das emissões líquidas”, disse em comunicado divulgado no mesmo dia.

Entre os pilares dessa nova estratégia, está a otimização do portfólio de petróleo e gás. A ideia é focar em 15 projetos localizados em seis países, sendo que cinco dos 15 projetos estão localizados no Brasil: a Fase 1 e a Fase 2 do campo de Bacalhaua Fase 2 do campo de Peregrino; o desenvolvimento do bloco BM-C-33 (onde está a descoberta de Pão de Açúcar); e a melhoria da recuperação de óleo no campo de Roncador, que está sendo realizado em parceria com a Petrobras. Com exceção de Bacalhau, que está no pré-sal da Bacia de Santos, todos esses projetos estão localizados na Bacia de Campos.

Os 15 maiores projetos da Equinor no mundo (Créditos: Equinor)

Operações também serão otimizadas na plataforma continental norueguesa, mais precisamente no campo de Johan Sverdrup. Em resumo, a Equinor pretende deixar “posições operadas em projetos não convencionais, priorizando operações offshore onde a empresa pode utilizar sua principal competência”, segundo o comunicado.

A companhia também determinou novas metas de emissões de carbono, que serão apoiadas por mais investimento em renováveis e em soluções de baixo CO₂. O objetivo, além de zerar as emissões líquidas até 2050, é reduzir a intensidade líquida de carbono em 20% até 2030 e em 40% até 2035.

Das seis iniciativas de baixo carbono no mundo, duas estão no Brasil: a mudança de combustível em Peregrino e o ciclo combinado de turbinas de gás em Bacalhau (Fonte: Equinor)

Para isso, a Equinor pretende investir US$ 23 bilhões em renováveis até 2026, além de aumentar a participação de investimento bruto em renováveis e em soluções de baixo carbono de 4% em 2020 para mais de 50% até 2030. Com esses aportes, a companhia espera atingir uma capacidade instalada de 12-16 GW até 2030 e de desenvolver uma capacidade de armazenamento de CO₂ de 15-30 milhões de t por ano.

Tanto a otimização do portfólio (que inclui, também, financiamento de projetos e farm downs) quando os investimentos em renováveis vão contribuir, simultaneamente, para o fluxo de caixa livre da companhia, que deverá ser de US$ 35 bilhões antes da distribuição de capital prevista para o período 2021-2026 (baseado no preço de US$ 60 por barril).

Isso porque o conselho de administração da Equinor determinou um dividendo trimestral de 18 centavos por ação para o segundo trimestre deste ano – refletindo um aumento de três centavos em relação ao primeiro trimestre.

O conselho também decidiu introduzir um novo programa anual de recompra de ações de cerca de US$ 1,2 bilhão a partir de 2022, com o objetivo de reduzir o capital social emitido da empresa. A estimativa é que esse programa seja dividido em duas fases, sendo a primeira divulgada após o anúncio dos resultados do segundo trimestre, e a segunda fase divulgada após o anúncio dos resultados do terceiro trimestre.

Os detalhes das operações financeiras do dividendo trimestral e do novo programa de recompra de ações serão publicados após o anúncio dos resultados do segundo trimestre da Equinor, cujos documentos deverão ser lançados no final do próximo mês.

Fonte: Revista Portos e Navios

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