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Clippings - 21/06/24

Equinor consegue duas licenças para armazenar CO₂ no Mar do Norte

A companhia também obteve sua primeira licença de exploração para captura e armazenamento de carbono (CCS) como operadora na Dinamarca

A Equinor conseguiu duas licenças para desenvolver dois armazenamentos de CO₂ no Mar do Norte, na plataforma continental norueguesa, informou a companhia em comunicado nesta quinta-feira (20). 

As licenças são para as áreas de Albondigas e Kinno, com 100% de operação pela Equinor. Assim que estiverem em operação, a expectativa é que cada uma das áreas seja capaz de armazenar cerca de 5 milhões de toneladas de CO₂ por ano. 

“Vemos que a procura por armazenamento de CO₂ está aumentando em vários países, e é crucial apresentar novos armazenamentos de CO₂ de forma rápida, para que possamos oferecer soluções industriais que possam apoiar a descarbonização em grande escala de indústrias hard-to-abate na Europa”, disse a vice-presidente sênior de Soluções de Baixo Carbono da Equinor, Grete Tveit, em comunicado.

Ainda na plataforma continental norueguesa, a Equinor está desenvolvendo uma solução baseada em navios e o gasoduto CO₂ Highway Europe, a fim de conectar as emissões industriais da Europa com oportunidades de armazenamento. A licença de armazenamento Smeaheia, concedida em 2022, é o “armazenamento âncora” para desenvolver o gasoduto, enquanto Albondigas e Kinno serão oportunidades de armazenamento adicionais que poderão ser conectadas.

Por fim, a Equinor informa que a primeira fase do Northern Lights CO₂, projeto de transporte e armazenamento de CO₂ da Equinor em conjunto com a TotalEnergies e a Shell, está perto de ser concluída. A previsão é que o projeto esteja pronto para receber CO₂ no segundo semestre deste ano.

Licença para explorar armazenamento de CO₂ na Dinamarca

No mesmo dia, a Equinor anunciou a sua primeira licença de exploração para captura e armazenamento de carbono (CSS, na sigla em inglês) na Dinamarca como operadora (60%), em parceria com a Ørsted (20%, petroleira estatal da Dinamarca) e a Nordsøfonden (20%, estatal da Dinamarca focada em recursos subterrâneos).

O consórcio obteve licenças para o projeto chamado CO₂ Storage Kalundborg, que possui um reservatório a aproximadamente 1,4 mil m abaixo do solo com capacidade potencial para armazenar até 12 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

A parceria iniciará pesquisas para avaliar se a licença onshore no Noroeste da Zelândia pode ser transformada numa instalação segura de armazenamento de CO₂. Caso o projeto dê certo e seja aprovado pelas autoridades dinamarquesas, o armazenamento poderá começar no final desta década.

Mapa da área do possível projeto de CCS da Equinor na Dinamarca (Foto: Divulgação Equinor)

“Nossa primeira tarefa importante no projeto é garantir que os requisitos ambientais sejam atendidos antes que a coleta de dados sísmicos e de subsuperfície possa começar. E a fase de exploração durará vários anos, até que as autoridades dinamarquesas aprovem a área licenciada como adequada para armazenamento seguro e permanente de CO₂”, apontou Tveit, também em comunicado.

A licença concedida fica nas proximidades do terminal de transporte e armazenamento de CO₂ da Ørsted, o Ørsted Kalundborg CO2 hub. Neste hub, a companhia dinamarquesa está construindo uma unidade de captura de CO₂ na Usina Asnæs, com previsão de entrar em operação no início de 2026. A planta exportará CO₂ via navios para o Northern Lights.

“A partir de 2026, vamos capturar 430 mil toneladas de CO₂ biogênico de duas de nossas termelétricas, e fazer parte desta colaboração é um próximo passo natural na construção de nosso Ørsted Kalundborg CO₂ hub”, destacou o vice-presidente sênior e chefe do negócio de Bioenergia da Ørsted, Ole Thomsen, segundo o comunicado.

Fonte: Revista Brasil Energia